« O que Há de Errado Comigo? Sentimentos de Abandono e de Rejeição | Entrada | Eu e os Outros. Egocentrismo. »

junho 20, 2006

Amizades. Família

Publicado por marmad5 às junho 20, 2006 09:02 PM

Comentários

Antes sentia-me sozinha, ou melhor, estava sozinha. Não tinha amigos. Até poderia ter tido alguns amigos mas a verdade é que não me abria com eles. Mantinha as relações num nível superficial e sentia-me cada vez mais sozinha. Achava que o problema era das pessoas que conhecia. Queria conhecer pessoas novas, ter novos amigos, mas parecia que cada vez estava mais fechada e afastada de todos. Talvez por isso a necessidade de ter um grande amor se tornasse ainda maior, pois esse amor resolveria todos os meus problemas ... Como estava enganada! Com o tempo dei comigo a pensar “O que quero num amigo?”. “Calor, amizade, carinho, alegria, boa disposição, etc.” “Mas eu tinha isso para dar???”. Claro que não. Agarrada a mesquinhices, fechada nas emoções, na distribuição de afecto e nos meus problemazinhos não me abria aos outros, não me abria ao mundo, não me abria á alegria nem á boa disposição. Na verdade acho que era uma chata! Uma grande chata!!! E lá andava o principio da atracção a funcionar: “atraímos aquilo que temos para dar” e é mesmo verdade. Às vezes alguém mais simpático aproximava-se, mas eu desvalorizava a pessoa: ou a achava falsa, ou sonsa, ou pensava que ninguém tinha tanta alegria, ou não sofreu tanto como eu, ou, ou, ou sei lá ... Estou feliz porque reconheço o quanto mudei e o quanto estou melhor. Já tenho amigos, já os oiço e cada vez me sinto mais alegre, meiga e calorosa. Sei que assim serei um ser melhor e terei mais para dar aos outros. Agradeço muito ao ACC porque me tem ajudado muito.

DE ACC: Zélia
DATA: 10/1/2005 16:09:15

Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 09:03 PM

Também já percebi que me rodeei de amigos problemáticos ou que não demonstram sentimentos e não falam deles. Agora que estou a mudar e me abro cada vez mais os meus amigos parecem-me um fardo, que já não respondem às minhas necessidades nem humores. Parece que estamos noutro comprimento de onda. Parece que a minha mudança afectou todas as minhas amizades e isso faz-me sentir sozinha. Não percebo se estou errada ou se tenho de descobrir novas pessoas que correspondam ao meu novo eu. É um pouco triste isto ....

DE ACC: anônimo
DATA: 23/3/2005

Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 09:03 PM

Se tivesse tido o cuidado de analisar qualquer das pessoas com que me relacionei (namorados, amigos, etc.) antes de mergulhar de cabeça no problema deles e tentar salvá-los teria certamente reduzido muito o número de relacionamentos que tive. Como não conseguia ficar só e tinha muito prazer em querer controlar o outro (“salvá-lo”) para não olhar para a minha própria dor, entrava no círculo, curando uma ferida com outra. ... Em parte escolhi pessoas que não demonstravam qualquer sentimento. Aquelas, que como eu, não possuíam disponibilidade para entrar em contacto consigo mesmas ou com os outros. Mostrava a todos só a face que encantava./ do livro “Eu Faço Tudo por Você”

DE ACC: Maria M
DATA: 23/3/2005

Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 09:03 PM

Queixava-me dos meus amigos, do seu feitio, de não me entenderem, de não pensarem em mim, de me continuar a sentir só mesmo com eles.
Então li que nós atraímos aquilo que somos, que atraímos pessoas que têm os mesmos níveis de energia que nós.
E pus-me a pensar o que é que eu desejo de um amigo? Quais as qualidades que quero nos meus amigos? Descrevia-as uma a uma.
Fiz um lista e depois olhei para ela. Mas e eu? Eu tenho estas qualidades? E a resposta foi um redundante NÃO!
Agora tento desenvolver essas qualidades em mim e sei que com o tempo isto afectará todas as minhas amizades e me trará novos tipos de amigos.
Tenho consciência de que talvez possa ser difícil continuar a viver com os antigos amigos como as coisas eram antes. Isso deixa-me apreensiva. Não os quero perder. Mas espero que encontremos uma nova e melhor maneira de lidar uns com os outros.

Publicado por: Anonymous às julho 14, 2006 05:59 PM

Chego lá e sinto-me distante de todos. Sinto que todos são uns desconhecido. Que posso ir ou não ir. Que posso desaparecer e não voltar. Que ninguém vai reparar. Sinto-me separada do grupo. Sinto-me à parte. Sinto que não tenho nada que ver com aquilo ou com eles. Sinto um abismo entre nós.
Sinto-me pessimamente por dentro, como se não fosse nada.
Sinto-me como se não existisse.

Publicado por: Anonymous às outubro 6, 2006 11:25 PM

Se um cego guia outro, ambos cairão no poço.
A Bíblia: Mateus
***
Seja em relação a terapias ou a planos de vida, eu procurava orientação com qualquer um que parecesse ter soluções para meus problemas. Mas em vez de respostas, eu encontrava novos - e às vezes, piores - problemas, e no fim perdia um pouco mais da auto-estima que ainda tinha.
Encontrei independência quando cheguei a Mulheres que Amam Demais Anônimas. A honestidade em relação a mim mesma, que este programa ensina, permitiu-me confiar em minhas percepções e escutar meus sentimentos. Não sou mais atraída por pessoas que me fazem pensar que elas é que sabem o que é melhor para mim. Meu Poder Superior
é a única fonte na qual procuro tal conhecimento.
***
PARA HOJE: Se não sei que direção tomar, entrego o problema a Deus por intermédio do Terceiro e do Décimo Primeiro Passo, certa de que a resposta virá. Posso discutir o assunto com minha madrinha e outros em quem confio, mas concedo-me tempo para aprender e escutar o que Deus quer que eu faça.

Literatura MADA

Publicado por: Anonymous às janeiro 25, 2007 09:54 AM

Também me sinto rodeada por pessoas frias, incapázes de usar de um pouco de apatia.
Todos os dias estou irritada. Como brigo com todo mundo! Acordo pensando que batalha será enfrentar as pessoas. No trabalho brigo, em casa brigo, na escola todos me irritam. Só estou bem quando durmo, então quero dormir, dormir e dormir.
Será que o mundo todo está errado? Ou sou eu que estou errada? Na verdade acho que estou gritando pra todo mundo: "Olhem eu tô com um montão de problemas, será que alguém me nota?"
Mas só queria que uma pessoa me notasse, mas ele ja faz três anos me disse adeus, e na verdade todos os dias acordo pensando nele e então me irrito por não conseguir esquece-lo e aí desconto nos outros. Então os outros logo se defendem me dizendo o quão chata e insuportável eu sou, e aí volto a pensar nele...então foi por isso que ele me deixou, eu não podia fazer isso comigo, mas porque ele não me disse isso, eu poderia mudar porque eu o amo, era só ele me dar uma chance, mas não ele me deixou...e aí a irritação aumenta, suporto menos ainda as pessoas e o circulo não pára. Meu Deus mostre-me uma saída, parece que vou enlouquecer!!!

Publicado por: Galega às fevereiro 1, 2007 09:22 AM

Ontem dei comigo a dizer a alguém que me escutava que eu até sei ser feliz, não sei é fazer os outros felizes e essa é a pedra no meu sapato.
Depois ri-me comigo e disse-me a mim mesma que esta tinha sido a pérola co-dependente da semana.
Fui simplificando a minha vida, simplificando, simplificando.
Fui erradicando relacionamento atrás de relacionamento tóxico para mim e pude ir sentindo essa benção que é acordar mais leve para dias mais simples.
Tem sido uma longa caminhada, felizmente num sentido com sentido que me tem feito compreender que muito do meu melhor andava escondido mas não estava perdido.
A questão que ainda pisca é esta:
Não se nasce co-dependente. Fazemos parte de uma estrutura doente, à nossa volta mais alguém era assim, certamente.
Alguém me disse um dia que era doloroso ser o único sobrevivente de um navio. Havia um semi-milagre, semi-culpa,a confundir esse sentimento.
Neste momento já tenho naquilo a que chamo a minha vida, muito pouco resíduo do drama que já vivi, e de resto já quase todos morreram ou estão longe.
Tenho, no entanto uma nuvem, uma espécie de reduto emprestado. Acabei por ficar próxima de uma mãe muito, mas mesmo muito co-dependente, "bizarramente" mesmo.
Libertei-me de imensa coisa, mas ela não, e eu não me libertei dela, estou a cinco minutos de carro e ela a um segundo do telefone... no total dá cinco minutos e um segundo de distância e isso é "quase em cima" quando não há fronteiras razoáveis.
Romper lentamente não existe em co-dependência. Ou se corta, ou não se corta.
Cortar com homens, com amigos, com trabalhos, patrões, regras, lógicas, acho que tenho tido uma tesoura de poda gigante e tem ido tudo a eito. Acabei na mais abismal e pacífica solidão. Até ter finalmente o direito de escolher quem eu queria na minha vida e ser muito selectiva no tipo de informação que deixo entrar. Ou é boa ou não existe. Até aí tudo bem.
Mas cortar com a mãe?
Faz parte desta doença a noção de sermos indispensáveis, a noção de que sem nós os outros estaríam desgraçados e esse filme é o que nos condiciona. Racionalmente eu sei disso.
E a cada nova piada, a cada ironia ao telefone, a cada novo pedido de ajuda, desde a boleia para a estação até ao acertar do relógio da cozinha, lá se repete o cenário. No dia em que o relógio parar e não for possível ir à estação, quando não for possível ir às compras nem tratar dos assuntos de 3 ou 4 adultos dependentes, quem a vai ajudar?
Como vai ser?
O mundo pára?
Não.
Vai ser simplesmente um dia com consequências que me assustam porque não as posso prever.
Eu até sei ser feliz, mas não sei fazer os outros felizes e essa é a pedra no meu sapato...

Publicado por: dia_de_sol às janeiro 11, 2008 09:23 AM

Quando nós mudamos, o mundo à nossa volta acaba por mudar. Mas isto só funciona quando objectivo é mudar por mim, mudar pela felicidade. Ao longo do tempo reparo como as mudanças das minhas atitudes acabaram por influir no relacionamento que tenho com os meus pais, e como eles agora me tratam de outra maneira. Mas isto só foi possível quando eu mudei por mim, deixei de tentar mudá-los e aceitei que a minha vida era assim, que os meus pais eram estes. Tarefa difícil!!! Poxa! Se difícil. Mas quando desisti que as coisas fossem como eu queria, que eles me tratassem como eu queria, e apenas impus as regras que para meu beneficio teria no relacionamento com eles (por exemplo não aceitar que discutissem comigo, dizer afirmativamente e sem raiva que se falassem de determinados assuntos, que se fizessem certo tipo de coisas me ia embora, e cumprir o que dizia. Aos poucos as coisas foram mudando. Com custo, muito custo. Mas hoje, uma coisa impensável, o meu pai trata-me com respeito e sente respeito por mim.
Eu não mudei por ele. Mudei por mim. Mudei porque queria ser feliz. Deixei de lutar para ter o pai e a mãe com que sonhava. Percebi que isso nunca iria acontecer. Desisti da luta. Aceitei-os como são. E então, quando menos se esperava (ou pelo menos eu já tinha deixado de esperar) a coisa aconteceu!

Publicado por: Anonymous às janeiro 17, 2008 02:44 PM

Dei-me conta, no meu processo de 3 coisas muito importantes para mim:
1) a origem da minha co-dependência estava na disfuncionalidade da minha família e não apenas em mim, como um erro, ou uma falha minha.
2) Ninguém me preparou para a perda, nem em aulas, nem na família, nem na minha cultura. O que me ensinaram foi a ter sucesso e um bom desempenho. Ninguém me falou da necessidade de perder.
3) O luto era uma doença na minha família, porque ninguém o assumia, porque era um assunto desagradável e o luto foi subtituído por mitos.
Então a forma de lidar com o medo do luto era criar um mito, uma imagem idealizada sobre as pessoas e essa era a resposta ao medo da perda.
Posteriormente isto veio a resultar numa vida de relacionamentos ficcionados. A realidade tinha muito pouco a ver com a minha fantasia das pessoas e do que verdadeiramente davam e recebiam.
Pensar na perda levava-me a fantasias sobre o quanto essas pessoas iam sofrer e eu e as consequências inimagináveis. O medo, a manipulação, a chantagem emocional, a tortura psicológica... a tudo isso chamava eu o "envolvimento".
Só muito mais tarde fui fazendo não só os lutos reais como o luto dos mitos.
Fui percebendo o quando falhar, perder, morrer, ir embora, saír, faz parte da mesma vida na qual ganhamos, vencemos, vivemos, entramos, e como me tornei tão mais feliz por perceber verdadeiramente esta verdade.
Fazer o luto dos mortos da minha família, ajudou-me a fazer o luto dos meus relacionamentos do presente porque existe muito de comum entre estas duas formas de dizer adeus.
Ou dignificamos e honramos, ou não.
E dignificar significa ver a verdade e não o mito.
Significa perceber que aquela pessoa tem o direito de aprender, de ser deixado, de viver a vida como ela é; tal como nós.
Não somos de vidro, não partimos.
Somos muito mais fortes do que parecia, quando nos protegiamos tanto daquilo que a vida também é.
Aceitarmos a morte faz-nos viver melhor.
Aceitarmos a despedida, faz-nos amar melhor.
O luto é a noite dos dias.

Publicado por: dia_de_sol às janeiro 21, 2008 11:06 AM

Dificilmente me sinto só. E quando sinto tristeza, angustia ou desespero, oro o salmo n 23 inumeras vezes, até sentir q o Espirito Santo entrou em meu cérebro e expulsou todos os medos. Aí me sinto forte como um leão e não temo mais nada. Hoje estou me sentindo só, preciso invocar a presença de Deus, para q tudo volte ao normal.

Publicado por: Anonymous às outubro 13, 2008 04:25 AM

Eu fiz o comentario anterior. Também tenho grandes problemas, mas quando fica muito difícil, digo p/ o problema q eu tenho um Grande Deus, que se não puder resolver meus problemas de imediato, pelo menos poderá aliviar minha ansiedade e me dar coragem p/ aguentar firme até que a ajuda chegue. e a ajuda sempre vem do Grande Deus.

Publicado por: Anonymous às outubro 13, 2008 04:30 AM

amo dessesperadamente minha esposa não consigo agir diferente meu siumes dela esta me consumindo
sinto uma dor profunda no meu coração por varias veses no diaquero me matar mas sou muito covarde para isso como devo agir?
preciso de ajuda?

Publicado por: alessandro às abril 10, 2009 06:08 AM

Tenhu 18 apenas e já sofri por varias vezes e sempre pelo mesmo motivo as vezes paro e penso oque eu faço de errado se sempre faço tudoo que ele quer me anulo por ele resumindo vivo não minha vida mas sim a dele...
De uns tempos pra ca ele vem me agredindo e mesmo assim ainda me falta coragem para deixa-lo ir mesmo sabendo que nunca mais vai dar certo nos dois, continuo me submetendo a ele!

Publicado por: Jessika às junho 30, 2009 08:29 AM

pois é..quem me dera também poder abrir com as pessoas. mas nunca consigo e acabo por criar um sentimento de desconfiança que depois é dificil de voltar atras!! porque acho-me melhor pessoa que todo mundo, julgo as pessoas, rebaixo as pessoas, mas sinto-me sempre sozinha!!

Publicado por: soraia às julho 15, 2009 10:35 PM

Comente




Recordar-me?

(pode usar HTML tags)