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junho 20, 2006

Eu e os Outros. Egocentrismo.

Publicado por marmad5 às junho 20, 2006 09:03 PM

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A palavra anonimato significa em si "sem nome", mas há um princípio mais lato em acção no anonimato do programa de NA: o princípio da abnegação. Quando admitimos a nossa impotência para gerirmos as nossas próprias vidas, damos o nosso primeiro passo para nos afastarmos da vontade própria, e o nosso primeiro passo em direcção à abnegação. Quanto menos tentarmos gerir as nossas vidas com base na vontade própria, melhor encontraremos o poder e a direcção que tanto nos faltam nas nossas vidas.
Mas o princípio da abnegação faz muito mais do que apenas levar-nos a sentirmo-nos melhor - ele ajuda-nos a viver melhor. As nossas ideias acerca de como o mundo deveria ser gerido começam a perder a sua importância e deixamos de tentar impor a nossa vontade a toda a gente e a tudo à nossa volta. E quando abandonamos as nossas pretensões de "tudo saber" e começamos a reconhecer o valor da experiência de outras pessoas, começamos a tratá-las com respeito. Os interesses dos outros tornam-se tão importantes para nós como os nossos próprios; começamos a pensar naquilo que possa ser melhor para o grupo, em vez de só pensarmos naquilo que seja bom para nós. Começamos a viver uma vida que é maior do que nós, que é mais do que apenas nós, o nosso nome, nós próprios - começamos a viver o princípio do anonimato.

Só por hoje: Deus, peço-te que me libertes da vontade própria. Ajuda-me a compreender o princípio do anonimato; ajuda-me a viver com abnegação.

Publicado por: Anonymous às dezembro 26, 2006 12:04 AM

Se as nossas próprias vidas tiverem interesse e forem produtivas, então não sentimos, na realidade, qualquer impulso ou vontade de descobrir falhas nos outros e de nos preocuparmos com o modo como actuam

Publicado por: Anonymous às janeiro 1, 2007 07:51 PM

Sentimos e avaliamos rapidamente o quanto sofremos por causa dos outros; mas não levamos em consideração o quanto os outros sofrem por nossa causa. / Thomas à Kempis

Será que tenho dois conjuntos de regras; um para mim e outro para você? Ter dois critérios diferentes permite-me racionalizar e encontrar desculpas para o meu comportamento. As regras para os outros - bem, eles têm que saber como se comportar. As pessoas sabem como sou sensível, como vou ficar magoada. Quando uso outras pessoas para nelas descarregar minhas tristezas, estou agindo de forma doentia, como agia quando me entregava à compulsão. Aqueles que me amam incondicionalmente me perdoarão, mas eu não me beneficiarei nem um pouco encobrindo o problema e não dando atenção ao problema real. As possibilidades de recuperação começam a melhorar quando posso dizer: "Se faço concessões a mim mesma, também posso fazer para você". Com avanço em direcção à sanidade e ao equilíbrio, cada uma de nós pode tratar o outro como gostaríamos de ser tratadas.

Para Hoje: Quando começo a racionalizar a respeito de um comportamento duvidoso, pergunto-me: "Se outra pessoa fizesse isso, eu a desculparia desta maneira?"

Literatura MADA

Publicado por: Anonymous às julho 17, 2007 12:29 PM

Entre egoísmo e ego-centrismo vai uma longa distância.

Eu cresci numa casa onde as coisas não tinham nome, não se falava, não se discutia, não se entrava em conflito.

Quando se entrava em conflito era normalmente um debate árido, dito correcto, e a voz nunca se erguia e chorar era sinal de desequilíbrio emocional.

Numa casa assim todos estão sozinhos, ninguém está com ninguém. Numa casa de ninguéns as crianças crescem para ser ninguéns.

Egoismo era aquele cada um por si interno. Doer era uma coisa inominával portanto aconchegar era um conceito inexistente, o truque era rir e nada existe.

Nesta aridez ser egoísta era esta mentira de não existir verdadeiro para os outros. Era cada um andar metido com a sua verdade secreta a desenvolver uma vida em dois planos, a externa visível e a interna insondável.

Egoísmo era esta mentira, era um mundo gerido por vidas particulares aparentemente bem articuladas mas nas quais nunca ninguém se conheceu verdadeiramente. Ninguém se deu, ninguém partilhou uma lágrima, ninguém legitimou a dor do outro, ninguém legitimou sequer a sua própria dor. O mundo do ego, superficial e implacável quando por egoismo é ele quem manda.

Ego-centrismo é completamente diferente, é uma revolução na qual o coração de repente ganha voz e diz. "Aqui é o meu reino! Aqui mando eu! Esta é a vida pela qual bato e é única e é preciosa e é verdadeira!"

Quando um coração bate assim, a pessoa levanta a cabeça e vê o absurdo do egoísmo. Ego-centrados estamos no centro das nossas vidas e vemos à volta o que nos diz respeito e o que é ruído e perturbação.

Egocentrados choramos quando é para chorar e rimos quando é para rir, e os abraços que damos são nossos e as gargalhadas são vivas e se for preciso berrar, berra-se.

O egocentrado vê um egoísta, lamenta e vai-se embora.

O egoísta nem viu o egocentrado, viu-se apenas a si a viver a mentira de estar separado dos outros por ser diferente.

Publicado por: dia_de_sol às janeiro 11, 2008 09:43 AM

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