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junho 20, 2006
Fugindo à Intimidade
Publicado por marmad5 às junho 20, 2006 08:52 PM
Comentários
MEDO DE INTIMIDADE Para muitos de nós parece mais seguro estarmos sozinhos ou em relacionamentos onde não estamos emocionalmente envolvidos do que estarmos emocionalmente vulneráveis, íntimos e amando. Não arriscamos a incerteza e a vulnerabilidade da aproximação. Não arriscamos a dor de amar. Não nos arriscamos a ficar presos em relacionamentos que não funcionam. Não arriscamos a ter que ser quem somos, o que inclui ter que ser emocionalmente honestos e as possíveis rejeições que isso ocasiona. Não arriscamos a que as pessoas nos abandonem. Quando não nos aproximamos das pessoas sabemos o que devemos esperar: nada. O amor e a proximidade dão a sensação de falta de controle. Desafiam os nossos mais profundos temores sobre quem somos e se devemos ser nós mesmos e sobre o que os outros são e se isso está bem... Evitamos a proximidade de muitas maneiras. Empurramos as pessoas para longe ou fazemos coisas que as magoem para não quererem estar perto de nós... rejeitamos as pessoas antes que elas tenham chance de nos rejeitar... Contentamo-nos com relacionamentos artificiais, onde não esperarão nem nos pedirão para sermos íntimos//do livro Co-dependência nunca mais, Melody Beattie
DE ACC: Maria M
DATA: 17/1/2005 22:06:07
Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 08:53 PM
Nunca desejei intimidade mas não sabia. Isso fez-me arranjar relacionamentos com pessoas que moravam longe e que so podia ver as vezes. Assim, “pensava”, nao corria riscos. Descobri o meu padrao e esforco-me por não repati-lo.
DE ACC: Rogério
DATA: 10/1/2005 10:05:48
Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 08:53 PM
Há várias maneiras de fugir à intimidade. Às vezes ao longo da vida mudamos de uma para outra. É como se mudássemos de máscara. Apenas quando abrimos o coração e nos expomos sem medo de nos ferirmos começamos a conhecer a força maravilhosa da intimidade.
DE ACC: Maria M
DATA: 27/3/2005
Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 08:53 PM
Acredito que sou capaz de uma de uma grande intimidade, mas que o meu parceiro não é. No entanto, tenho a tendência de escolher parceiros que não são capazes do mesmo nível de intimidade que eu. Se os meus parceiros não toleram a intimidade, provavelmente estou com eles porque também não a tolero. Como a proximidade, sem que dê por isso, na verdade é demasiado ameaçadora é mais fácil continuar a desejar a intimidade do que vive-la de facto. Ironicamente quando deixo de considerar um parceiro como um problema gradualmente torna-se possível um grau maior de intimidade.
DE ACC: Maria M
DATA: 10/1/2005 08:42:49
Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 08:54 PM
amar "demais", amar "de menos" ... parece que tudo se resume a medos e à dificuldade de compartilhar intimidade. eu venho de uma família muito conflituosa e inconscientemente cresci a acreditar que o casamento era uma coisa má, uma repetição do que já tinha assistido. acreditava que não queria casar porque não queria passar pelo mesmo. vivi grandes períodos de celibato com alguns casos eventuais, alterados com algumas relações complicadas. cada vez me convencia mais de que estava bem era sozinha. mas no fundo, o problema era que eu não sabia relacionar-me e abrir-me com as pessoas. Aos poucos fui treinando com os amigos a compartilhar intimidade. Agora já não tenho casos. não por uma questão de moral, nada disso! mas porque sempre me fizeram sentir mais vazia e isolada. tive um namorado com quem me dava muito bem e conseguia falar a vontade. mas acho que ainda não estava preparada para os "bons rapazes". separámo-nos e ficámos bons amigos e sei que posso contar sempre com ele. um dia de cada vez, as coisas vão melhorando
DE ACC: anônimo
DATA: 15/1/2005 13:06:37
Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 08:54 PM
O Pedestal do Terapeuta - Outra maneira de fugir à Intimidade
Estou a fazer exactamente o mesmo que o co-dependente que tratou de mim me fez. E isto é horrível ! E eu não era assim. Estou querida, estou disponível, estou atenciosa. Já tenho um número de pessoas que me telefonam e eu faço de “terapeuta”. Super atenta até me lembro de pequenos pormenores que antes nunca me lembraria. Pergunto-lhes sobre isso. Mostro-me interessada. E as pessoas voltam a telefonar e eu volto a ser querida, disponível e atenciosa. E assim voltam a telefonar-me outra vez. O que é que isto tem de mal? Tem pois, é que no meio disso faço esse papel como se estivesse num pedestal, o pedestal de terapeuta em vez de me por á mesma altura dos outros. Parece que descobri uma nova maneira de afugentar a intimidade. Era o que Ele fazia a toda a gente e eu detestava quando ele me fazia isso a mim. Agora vejo-me a fazer isso aos outros. Alguém me pode dar alguma luz???
DE ACC: anônimo
DATA: 25/3/2005
Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 08:54 PM
Para mim é difícil mostrar meus sentimentos e demonstrar afecto a não ser que tenha muita confiança na outra pessoa. Mas percebi que isso me criou imensos problemas nos relacionamentos. Eu não mostrava o que sentia nem o que queria. Apenas ficava à espera que ele satisfizesse os meus desejos “secretos”. Claro que muitas vezes estes desejos não eram satisfeitos. Na realidade nem sequer eram compreendidos ... mas se eu não os dizia em voz alta como esperar que ele os entendesse? Só se tivesse clarividência, não é? Então eu ruminava por dentro, insatisfeita por ele não ter feito o que eu queria, com a sensação de ser incompreendida e não ser amada. Às vezes estava chateada com um motivo mas barafustava por outro, uma coisa qualquer insignificante, que servia para esconder o verdadeiro motivo pelo qual estava chateada.
Quando estive em terapia percebi como é importante dizer o que quero. E ver a resposta do parceiro em relação a um pedido directo. Decidir se posso aceitar ou não essa resposta e agir de acordo com isso.
Percebi que se eu não mostro o que quero e o que preciso só por grande coincidência o parceiro me poderia dar isso.
Fugir à intimidade consiste em não nos mostrarmos, não mostramos o que sentimos, o que desejamos, o que gostamos e o que não gostamos. Tenho noção de que para fugir à intimidade também arranjei parceiros distantes que também faziam o mesmo. Uma pessoa que me demonstrasse exactamente o que sentia, o que gostava e esperava ou não deixava-me insegura. Pois também esperava e exigia que me comportasse assim.
Publicado por: Anonymous às outubro 29, 2006 02:10 PM
Descobri que um dos meios de fugir à intimidade, bem neste caso nem sequer é intimidade mas apenas contacto social, é durante as festas manter-me ocupada a servir, arrumar, arranjar coisas, etc. O estar ocupada evita o contacto e o diálogo com os outros. Inconscientemente é uma fuga deles.
Publicado por: Anonymous às novembro 16, 2006 04:46 PM
Como estou confusa!!Parece que ninguém me entende, até minha analista parece que perdeu a paciência. Primeiro estive aos beijos e abraços com um amigo que me ama apesar de saber que eu amo meu ex-namorado que me deixou faz 4 anos. Eu tomei a iniciativa de beijá-lo e abraçá-lo com desejo. Não parecia eu mesma, fiquei louca e se ele não se comportasse como um cavalheiro teríamos terminado numa intimidade que eu não quero por não amá-lo. Se eu não o amo, se eu não o desejo, se eu penso no meu ex, por que fiz isso? Por que meu amigo é tão compreensivo e me aceita apesar de tudo isso?^
Depois disso, num outro final de semana fomos ao cinema. Vi uma cena de amor e me excitei. Pus-me a beijá-lo novamente, mas no meu íntimo aquela cena não me parecia uma cena de amor e sim uma cena de agressão física. Aquele homem estava agredindo aquela mulher, invadindo o corpo dela, não é carinho. Como eu posso desejar que alguém faça isso comigo? Mas eu desejo ser uma mulher normal, pois eu sei com minha razão que aquela cena era de prazer, o homem não estava agredidno pois ambos tinham prazer. Mas por que algo dentro de mim tem horror àquilo, como se ele a estivesse violentado? Com meu ex não era assim, eu o desejava com carinho, queria satisfazer todas as necessidades dele, dar todo o prazer que ele ansiava, mas ele não me quiz, por telefone me disse que seria só meu amigo. Mas que amigo! Nunca mais me telefonou nem pra saber se eu estava viva. Eu o odeio, queria encontrá-lo apenas mais uma vez, para bater no rosto dele, falar um montão de palavrões, queria bater tanto mas tanto que ele nunca mais iria desejar ficar com ninguém, não iria ter condições de fazer isso. Se Deus me conceder esta oportunidade de revê-lo apenas uma vez para dizer tudo que eu penso e sinto aí sim acho que encontrarei minha paz novamente....
Publicado por: Galega às abril 3, 2007 11:37 AM
Bem a minha história é de longe mais complexa, mas senti um certo alívio por saber que eu não sou a única desvairada neste mundo. Ha uns 3 anos conheci uma pessoa pela qual eu senti o tal "click", era de longe bem diferente do meu principe encantado, para ser sincera nem bonito era mas apartir daí todos os passos que eu dei foi sempre com o intuito de me aproximar mais dele. O contexto onde o conheci n foi o ideal pq ele era amigo de uma curte do momento e nunca gostei muito de me envolver com pessoas do mesmo grupo para não dar aquela (preconceito social)de Maria vai com todos, desta forma nunca tive coragem para lhe dizer que tinha sentido algo por ele. Meses depois, depois de ter passado uma quantidade de luas cheias completamente desorientada e lá consegui me aproximar dele. A técnica n foi a melhor, basicamente disse que precisava dele pra satisfazer os desejos da carne, achei eu q era só isso q sentia e como todas as minhas relações sexualmente foram sempre grandes fracassos pois n conseguia envolver-me intimamente com alguém pensei que esta seria mais uma. Acabou por acontecer algo completamente absurdo, a unica pessoa com quem eu tinha vivido um momento, sem passado, sem futuro, apenas um momento despertou em mim um sentimento q eu desconhecia. Como o combinado era o n haver amanha, claro q n tinha coragem pra lhe pedir, exigir, dizer o que quer q fosse. Pra tirar qualquer duvida uns meses depois voltamos a repetir o encontro e pra piorar as coisas foi de longe melhor que a primeira. Comecei a bater mal, comecei a amar essa pessoa, conheci o sentimento ciúme, pois cada um seguiu a sua vida e como partilhamos o mesmo grupo de amigos claro q nos cruzámos com outras pessoas, nunca falando sobre nós, talvez pq para ele nem exista um nós, nós mulheres é que somos sempre assim, mais cor-de-rosas, coisa q antes n era. Por n conseguir suportar a ideia de n estar com ele, comecei-me a afastar conheci outra pessoa, com quem eu fui sincera, sinceridade essa que me saíu cara. Envolvi-me com essa pessoa, nunca nos demos muito bem, tinhamos bons momentos claro, mas os bons n compensavam os maus. A nossa intimidade era péssima e acho que n houve nenhum dia em que eu n me lembrasse da outra pessoa, o perfume, certos sitios, as musicas...Acabei por ficar grávida da pessoa com quem eu estava, arruinamo-nos mentalmente um ao outro, meses depois do bebé nascer separamo-nos. Ao fim de quase 1 ano a tentar evitar encontrar a outra pessoa, lá nos encontrámos e parecia que não a via desde o dia anterior. Nunca me envolvi com ela enqto estive com o pai da minha filha, por respeito e depois de estar separada muito menos. Mas fiz algo q n tha feito antes, acabei por dizer tudo aquilo q eu sentia, tudo aquilo q tha vivido, n me parece q tenha alterado grande coisa. O q é certo é q por muito q eu deseje relacionar-me intimamente com alguém n consigo. N consigo por tudo o q passei nos ultimos tempos, n consigo pq a pessoa q eu amo n me pode dar o q desejo.
Publicado por: Lena às janeiro 14, 2008 08:52 PM
A intimidade deve ser sem dúvida algo que nos transmite serenidade. No meio das intimidades, ou falta delas aprendi a superar o que o que era passa a não ser- a intimidade, a falta de intimidade(porque já se teve provocou-me um vazio, uma ausencia, mau estar e sofrimento). Creio ser mais fácil lidar com a situação de não saber o que é a intimidade, pois não se perde o amor quando não se teve, ou não se sofre por amor ou intimidade quando não se sabe o que é, talvez..uma certa melancolia. Sinto-me mais completa depois de conhecer a perda de uma intimidade, e ao longo dos anos é mais fácil aceitar essas perdas. O bem estar da intimidade, é assim que eu sinto, compensou-me o mau estar que a sua perda me causou, ou será que as intimidades ( a verdadeira intimidade se perde mesmo?), estou agora distante( ou como diria ele se nos queremos separar não nos podemos ver) mas não me sinto incomodada nem em sofrimento, talvez porque a intimidade existiu e sendo assim não se perdeu, permaneçe na memória e na lembrança como algo positivo. É assim que me estou a sentir, em paz, porque é uma decisão talvez de uuns dias ou não..É QUE Estas coisas já as consigo levar com calma, o tempo fala por si, mas desabar e partilhar experiências é importante. Obrigado.
Publicado por: Anonymous às abril 10, 2008 05:53 PM
O que todos os relacionamentos doentios têm em comum é a incapacidade dos parceiros de discutir os problemas ORIGINAIS. Pode haver outros problemas que SEJAM DISCUTIDOS, frequentemente à exaustão, mas estes quase sempre encobrem os segredos subjacentes que levam o relacionamento a se desgastar. É o grau de sigilo - a incapacidade de conversar sobre estes problemas originais e não o rigor deles - que define como um relacionamento se desgasta e como seus membros são severamente afetados.
Do livro MEDITAÇÕES DIÁRIAS PARA MULHERES QUE AMAM DEMAIS - Robin Norwood
Publicado por: Anonymous às novembro 8, 2008 08:16 PM
Oieeeee!!! Kero passar uma experiência...
Antes eu tmbm tinha aversão a intimidade, ou seja, compromisso, medo de me envolver sentimentalment e sofrer. Toda vez q me relacionava c/ alguém ñ passava d uma simples ficada, qndo eu via q a pessoa ou eu stava se apaixonando..Vupt! eu sumia, ñ dava nem sinal d vida, qndo a pessoa ligava eu pedia p/ minha irmã se passar por mim e assim a pssoa sentiria como se eu stivesse tratando-a c/ indiferença e logo partiam p/ outra.Ótima estratégia, não?! Mas, por ironia do destino (olha onde fui cair), certa vez estava eu no momento errado(ou certo) e na hora certa, digo errada, certa, ñ sei, sei q aconteceu d eu ficar sozinha c/ meu melhor amigo na casa dele, aí rolou... Fomos ficando, ficando...fui me apaixonando...e dxei ir em frent pois ñ conseguia me afastar do deus grego do meu amigo(Q pecado!). Hoje sou louca por ele, o amo d+! Porém, é um homem proibido..minha irmã mais velha na época era apaixonadíssima por ele, agora ela já o eskeceu, mas ele continua sendo proibido pq é como se fosse um irmão p/ mim (minha mãe até fala p/ todos q ele é meu irmão),meus pais nunk aceitariam, e ele é de extrema confiança deles.Imagina só se eles descobrissem q o keridinho pegou a filha "errada".Rsrsrs.Ninguém sab nem pod saber d nosso rolo pq todos keriam q ele ficasse c/ ela, mas ele ñ a kis. Viu só o q é q dá fugir? Todos os outros dos quais fugi tinham livre arbítrio..Qndo vc menos espera entra num beco s/ saída e cheio de armadilhas.
Olha ñ mandamos no coração, o traíra sempre faz o q ker! Então ñ adianta fugir, ok??
Bjok's
Publicado por: Anynha às novembro 13, 2008 03:45 PM
boas=)
já me apaixonei 2 vezes na minha vida_ relações sem ser estas tem sido infelizmente muitas e n costumam durar muito_quer por mim quer pelo parceiro...
nunca pensei poder vir a dizer isto..mas julgo que ganhei medo de intimidade, coisa que nunca tive...sempre estive receptiva, aberta desejosa que isso acontecesse...hoje evito..estou cansada, profundamente desiludida e sinto que preciso de estar completamente sozinha por tempo indefinido até voltar a sentar-me a mesa e começar a jogar com alguém..
Publicado por: ju às março 4, 2009 07:10 PM
Fugir da intimidade e procurar tanto por um grande amor as vezes estamos com alguem e nem sabemos oque realmente sentinos pedimos a Deus para dar uma luz, para acordarmos no outro dia com nosso coração decidido a amar ou não amar.
Publicado por: Flavia Coimbra às julho 27, 2009 06:02 PM