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junho 21, 2006

Honestidade. Orgulho. Humildade.

Publicado por marmad5 às junho 21, 2006 01:32 PM

Comentários

Hoje em dia, muitas pessoas não querem respostas honestas, se honesto significar desagradável ou perturbador. Querem uma resposta branda que afaste a ansiedade.

Louis Kronenberger

Publicado por: Anonymous às junho 21, 2006 01:35 PM

Hás vezes é mesmo muito difícil ouvir a verdade. Parece que quase faço de propósito para ouvir uma mentira “aconchegante”. Aqui vai um exemplo tirado de um livro, ou será da vida real?

Diálogo entre casal:
- O que é que tens ?
- Não é nada ...
Passa-se qualquer coisa e ele sabe. Está a mentir. A mulher aceita esta resposta.

Outra Versão:
- O que é que tens ?
- Não me apetece responder-te agora.
Parece uma resposta mais problemática, mas esta pessoa está a ocultar algo e no entanto é sincera. Esta resposta é mais difícil de ouvir?


Publicado por: Matilde às junho 21, 2006 01:35 PM

A coisa mais exaustiva na vida é não ser sincero.
Anne Morrow Lindberg

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Uma jovem que havia se contrariado e sido intolerante e obsessiva durante treze anos, antes de encontrar MADA, considera-se bem qualificada para falar sobre agradar pessoas. Aqui está o que ela relatou a seu grupo: "Eu parecia pensar que tinha de viver com um sorriso grudado no rosto. Eu era doce, acomodada e polida. Uma boa menina. Claro, nada disso era sincero. Como poderia ser, se, por dentro, eu estava com raiva, com essentimento e com medo? Minha falsa fachada era tão exaustiva que precisava compensar-me de alguma forma, e o único caminho seguro para isso era controlar compulsiva-obsessivamente."
"A mesma exaustão toma conta de mim hoje, toda vez que tento, penosamente, causar boa impressão, não sendo eu mesma. Mas é aceitável cometer erros. Não sou perfeita. Estou fazendo progressos e sou muito grata por ter essa oportunidade."

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Para Hoje: Fazer algo que não desejo fazer, ou dizer algo que não penso, tem um custo maior, a longo prazo, do que estou disposta a pagar. Sou tão honesta quanto posso, sem com isto ser rude nem bajular os outros.

Publicado por: Literatura MADA às julho 11, 2006 11:22 PM

Conhecimento de si mesma
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Mentir para nós mesmos está mais profundamente enraizado do que mentir para os outros.
Fyodor Dostoyevski
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Estou comigo mesma a cada minuto de cada dia. Não tenho nenhum descanso de minhas fraquezas, nenhuma ausência de mim mesma. É dificil ter que ouvir aquela voz interior implacável, sempre mostrando meus erros e faltas. Então eu volto ao padrão de engano que me é familiar. Na terra do "faz-de-conta" as coisas não são o que realmente são; elas são como eu desejo que sejam.
À medida que vou trabalhando este programa de recuperação, encontro melhores caminhos para encontrar alívio. Reservo tempo para expressar meus sentimentos, verbalmente ou por escrito. É interessante como a verdade se torna mais suportável se posso olhá-la aberta e honestamente, sem ser defensiva em relação a ela.
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Para Hoje: Reservando algum tempo para expressar meus sentimentos, posso sentir-me reconfortada e aprender algo importante, ao mesmo tempo.
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Literatura MADA

Publicado por: Anonymous às outubro 15, 2006 10:54 PM

Há tantas vezes que escondo o que sinto de mim mesma. Ainda hoje em dia ... no outro dia estava a falar com um amigo meu e contar-lhe como uma situação com um homem com quem ajo como co-dependente me aborreceu. Mas fui honesta? Não. O que eu lhe contei foi verdade, mas o que não lhe disse foi a verdade toda e o que me aborreceu. Não tive coragem de lhe dizer que o que realmente me aborreceu foi quando eu cheguei ele não me ter ligado nenhuma. Assim contei-lhe apenas o resto. Mas assumir que me senti desprezada e que isso me faz sentir uma idiota e uma incapaz é duro demais para mim, quanto mais para assumir em voz de alta diante de outros.
Estava a falar com ele e ao mesmo tempo a observar-me e a como estava a esconder a verdade para não me expor e para não a assumir para mim própria. Mas não consegui fugir dela pois já a conhecia.
Algo em mim acredita que aquilo de que não se fala não existe. Então falar dos meus sentimentos em voz alta dá-lhes vida, torna impossível esconde-los de mim mesma.
Mas quer fale ou não, a verdade é que eles existem e se os encarar de frente então tenho oportunidade de os começar a transformar nalguma coisa mais positiva.
Só por hoje vou começar a expor-me e demonstrar o que sinto.

Publicado por: Anonymous às outubro 15, 2006 11:11 PM

As mentiras do meu ex costumavam deixar-me doida. Não percebia porque ele mentia. Remoía isso e remoía outra vez. Mas porque ele me mentiu? Porquê. Com estes pensamentos gerava raiva dele, angustiava-me, deprimia-me. E obsessivamente
pensava nisto sem descanso nem paz.
O que eu percebi é que por muito que remoesse o assunto a coisa estava feita: é isso mesmo, ele mentiu-me! E agora o que eu quero fazer? Alucinar com estes pensamentos e obsessões sobre este assunto, deprimir-me e ficar ansiosa? Ou vou
andar para a frente e tentar não pensar mais nisto? Deitar isto para trás das costas?
A única coisa que posso fazer depois do caldo entornado é aceitar o que se passou. Nada do que eu faça agora vai mudar o passado. Posso prevenir-me para no futuro não voltar a passar por estas situações. Mas quanto ao passado só o posso
aceitar. Nada do que eu pense ou me angustie o vai mudar. Por isso escolho a serenidade, escolho esquecer esse assunto, escolho pensar em coisas mais positivas e deitar esse assunto para trás das costas. Percebo que remoer nisso só me trás sofrimento. Escolho ser feliz e evitar os pensamentos e lembranças que me fazem mal. Percebo que como tantas outras pessoas sou susceptível de ser enganada, ferida e traída. Percebo que não uma pessoa especial que não possa ser enganada. Reduzo o meu orgulho ao aceitar isso. E entrego-me ao Poder Superior para que me tire estes pensamentos da cabeça.

Publicado por: Anonymous às dezembro 26, 2006 11:26 AM

"(...)É importante entender que o que todas as famílias doentias têm em comum é a incapacidade de discutir problemas enraizados. Há problemas
que são discutidos, exaustivamente, na maioria dos casos, e eles ocultam, freqüentemente, os segredos subjacentes que tornam a família
desajustada. É o grau de discrição, de segredo - a incapacidade de discutir problemas -, e não a seriedade dos mesmos, que define tanto o grau de desajuste da família quanto a gravidade dos danos causados a seus integrantes."

do livro Meditações Mulheres que Amam Demais de Robin Norwood

Publicado por: Anonymous às dezembro 30, 2006 06:13 PM

"Humildemente rogámos a Ele que nos livrasse das nossas imperfeições."
Sétimo Passo

Assim que nos prontificámos inteiramente a deixar que os nossos defeitos de carácter fossem removidos, ficámos inteiramente prontos! Por ironia, é exactamente aí que começam os problemas. Quanto mais nos esforçarmos por nos livrarmos de um determinado defeito, mais forte esse defeito parece tornar-se. É uma verdadeira lição de humildade compreendermos que não só somos impotentes perante a nossa adicção, como o somos também perante os nossos defeitos de carácter. De repente tudo faz sentido. O Sétimo Passo não sugere que nos livremos das nossas imperfeições, mas que peçamos ao nosso Poder Superior que nos livre delas.
Começamos a mudar a tónica das nossas orações diárias. Ao admitirmos a nossa incapacidade de nos tornarmos perfeitos, pedimos ao nosso Poder Superior que faça por nós aquilo que nós não somos capazes de fazer por nós próprios. E aguardamos. Durante muitos dias o nosso programa parece encalhado no Passo Sete. Podemos não sentir qualquer alívio imediato ou total dos nossos defeitos - mas costumamos sentir, sim, uma mudança subtil na forma de olharmos para nós próprios e para os outros.
À luz do Sétimo Passo, começamos a olhar para aqueles à nossa volta de uma forma menos crítica. Sabemos que, tal como nós, muitos deles estão a lutar contra imperfeições de que gostariam de se ver livres. Sabemos que, tal como nós, eles são impotentes perante os seus próprios defeitos. E começamos a pensar se eles, também, rezam com humildade para que os seus defeitos sejam removidos. Começamos a avaliar os outros tal como aprendemos a avaliar-nos a nós próprios, com uma empatia que nasce da humildade. Ao olharmos para os outros, e ao nos mantermos atentos a nós próprios, podemos finalmente dizer, "Eu compreendo".

Publicado por: Anonymous às abril 18, 2007 10:39 AM

Quando a gente faz coisas levadas pela insensatez, pela ansiedade que o desamparo muitas vezes nos deixa... é triste...Nem posso imaginar o que as pessoas ditas lúcidas diriam a meu respeito se soubessem das coisas insanas que fiz pra ter um amor do meu lado... O triste fica depois de algum tempo que vc percebe que nada mudou ao seu redor... só o tempo é implacável e não pára pra chorar com vc... ele passa... e vc tem que acordar pro mundo... pras pessoas... volte a viver, mocinha!!! Volte a dirigir sua atenção para coisas edificantes... fuja de situações problema.!!!...

Publicado por: Anonymous às abril 26, 2008 07:26 PM

Ontem tentei manter contato elefônico com três homens diferentes... que vergonhoso!!! Primeiro, escrevi para um deles, um a msg pedindo pra vir tomar um vinho comigo, descompromissadamente, só pra me fazer companhia. Como eu já havia deletado o nr de telefone dele, para não ser pega de surpresa numa das minhas crises, não lembrei seu telefone de cor. Então, não pude enviar a msg. Que bom...pensei!... Depois, resolvi pedir para o segundo, aquele que eu estava mantendo contato há apenas uma semana, pra ele me ligar em 10 minutos, que eu iria pro banho e depois, ele poderia me ligar pra gente fazer amor por telefone, como nós tínhamos feito na semana anterior, achei que seria só pedir, que ele estaria à minha disposição. Não seria bem assim... Fui insana e inconsequente... Imaginem só quanto despudor, quão baixa auto-estima!!! Por que eu tenho que mendigar assim a atenção de alguém??? É claro que ele não respondeu a nenhum das minha msgs...Provavelmente estava dando pós graduação em alguma cidade próxima. E eu pensava: Como ele não percebe a mulher interessante que sou??? Será que sou assim tão uma farsa? Quando será que conseguirei não ser tão dominadora, tão manipuladora?... Eu preciso encontrar o meu ponto de equilibrio...

Publicado por: Anonymous às abril 26, 2008 07:36 PM

Depois, fiz uma terceira investida. Passei uma msg para o outro homem por quem tenho obsessão. Escrevi...estou com saudade de fazer amor contigo... e perguntei se ele estava namorando alguém. Ele respondeu em seguida: Sinto muito, mas to saindo com alguém. Qual foi a minha reação? Foi a seguinte: senti carinho por ele e pensei em escrever... Respondi: Espero que seja alguém muito especial, pois sei que sou maravilhosa e nem sei mais o que disse... Ele respondeu: Sim vc é especial. Depois liguei... com o coração despedaçado, chorei de tudo. Voltei a ligar para o segundo, o professor. Que vontade de ter o abraço dele... Ou de qualquer um deles, não sei... Que falta de proteção!!! Que raiva, nessas horas eu sinto do meu progenitor!! Aquele homem dom Ruan que roubava menininhas... Por que ele não cuidou suficientemente de mim para que eu não fosse assim, tão desprotegida?... Chega a ser ridícula a minha insegurança. O s homens devem rir de mim...

Publicado por: Anonymous às abril 26, 2008 07:48 PM

Realmente, dessa vez eu superei a humilhação que poderia fazer contra mim mesma. Tentar contato com três homens e ser desprezada por todos... Não sei se conheço caso semelhante. O que tenho feito em busca de ter alguém tem ultrapassado todos os limites do bom senso. Tenho lido que essa situação de dependência emocional requer muito empenho pra melhorarmos. Vou tentar... vou tentar... tenho que conseguir... Sei que isso pode não trazer alguém especial...Mas eu vou tentar...As mulheres que como eu tem cosciência que estão fazendo errado, gostaria de dizer que recorram como fiz ontem à noite, à oração suplicante e copiosa... Pedi que uma força Superior à minha me sustentasse e me desse força além do que eu podia suportar naquele momento... Sei que foi muito difícil acordar no meio da noite e lemmbrar que ele escreveu... sinto muito, mas to sanindo com alguém... que triste ouvir isso de alguém pra quem vc se dedicou ao máximo... fiz tanta coisa especial pra ele.. pra cativá-lo... encantá-lo... só que consegui foi espantá-lo de perto de mim... Não consegui nem mesmo dele, um pouco de consideração para me ligar como homem e me agradecer pelo carinho que eu havia dedicado a ele.. Ele, ele, ele, ele... que droga de vício esse homem se tornou para mim... Como é sofrida essa situação!!!! Por Deus, quando vou melhorar disso???

Publicado por: Anonymous às abril 26, 2008 08:00 PM

Escrever aqui neste espaço, sem saber se algum dia alguém lerá tão insanas palavras, até que me conforta um pouco... Sabe, chega um momento na vida que a gente não sabe mesmo qual rumo tomar... Ainda consigo ter algumas poucas responsabilidades... Amanhã será um novo dia... certamente encontrarei alguma razão pra viver melhor...

Publicado por: Anonymous às abril 26, 2008 08:07 PM

Gosto da palavra humildade. Se fores-mo humildes conosco mesmo, percebemos que não somos perfeitos(aliás ninguém é...e o que é isso de perfeição?), talvez seja aceitar os nossos sentimentos( a raiva, a vergonha, o ódio , a amizade, e o amor, etc). Aprendi algo com a vida: Não se luta pelo amor( nenhum tipo de amor, acho eu...), mas estou me a referir aos homens). Para existir o amor verdadeiro tem de ser sentido por dois, se assim não for não é amor, pois para mim amor é plenitude e não precisa de lutas, ou é, ou não é.

Publicado por: Anonymous às setembro 14, 2008 11:49 PM

Se meus amigos não me disserem a verdade, quem o fará? Quando alguém me pergunta o que penso, posso dizer a verdade sem magoar ou adular. É tentador ser evasiva quando temo que alguém possa não desejar ouvir a verdade, mas não posso distorcer a realidade, para ser delicada com outra pessoa, sem me fazer viver uma mentira.
Procuro a clareza e a comunicação honesta com outra pessoa, que advém de falar a verdade. Excesso em qualquer coisa - mesmo em consideração aos outros - é uma indulgência dispendiosa.
***
Para Hoje: Será que realmente acredito que omitir a verdade para proteger os sentimentos de alguém é fazer um favor a pessoa?

Publicado por: Anonymous às outubro 7, 2008 10:01 AM

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