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junho 20, 2006
Perdão
Publicado por marmad5 às junho 20, 2006 08:58 PM
Comentários
Perdoar não significa deixarmo-nos magoar outra vez; significa despegarmo-nos, de modo a não levarmos tão peito as acções de outra pessoa. Longe de fazer de nós pessoas fracas que podem ser espezinhadas pelos outros, o perdão liberta-nos e nunca mais temos que aceitar que nos tratem mal outra vez.
Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 08:58 PM
A raiva e o ódio que sentimos por ele, agarram-nos a ele e a toda a situação, tirando-nos a paz. É preciso perdoar e deixar ir. Não por ele, mas pela nossa paz de espirito. Que esta vela nos traga serenidade e nos deixe descansar numa mente calma
Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 08:59 PM
Se eu sou incapaz de aceitar o fato de que as pessoas cometem erros, não as estarei rejeitando como seres humanos? Para ser mais especifica: Será que minha inabilidade em aceitar minhas próprias falhas não faz com que eu me veja como alguém que não é bom o suficiente?
Para minha própria paz de espírito, preciso perdoar, mesmo as trasgressões mais prejudiciais; mas o perdão aos outros só poderá vir quando eu tiver aprendido a me perdoar.
Para Hoje: Rezo para ter um coração generoso e a boa vontade de abandonar o rancor
Publicado por: Literatura MADA às outubro 1, 2006 12:08 AM
- O PERDÃO E SEU PODER CURATIVO -
A única força capaz de deter a corrente das recordações dolorosas é a capacidade de perdoar. A raiva - nossa reacção natural às ofensas graves e às injustiças - surge com a maior facilidade. Perdoar, para uma pessoa comum, não é fácil. É uma acção que nos parece quase anormal, porque nosso sentido de justiça diz que os ofensores devem pagar pelo dano que provocaram.
Não somos os únicos a reviver uma ofensa que ficou gravada na parte mais profunda da nossa memória e de onde provêm nossa dor. Mas perdoar pode resultar em algo milagroso, de cura e reconciliação. A raiva, passiva ou agressiva, é como um cancro que se estende, corrói, rouba-nos a alegria e ameaça nossa saúde. Prejudica mais à pessoa que a sente do que à pessoa que é objecto dela. É preciso cortá-lo pela raiz, para o nosso próprio bem. Ter ódio, raiva, encontrar-se irado, ressentido, sentir que o rancor se apoderou de nós é como um veneno que fica ali, à espera de ser extirpado. É importante dar-se uma segunda oportunidade: corrigir este terrível sentimento. Perdoar rompe as grades da dor que encarceram a mente, e abre a porta para novas possibilidades.
Ideias que podem nos guiar para o caminho do perdão
1 - Enfrentemos nosso rancor: a FÚRIA reprimida ferve abaixo da superfície e infecciona todas nossas relações. Reconhecer que sentimos rancor nos impulsiona a tomar uma decisão com relação à cirurgia da alma, que chamaremos de PERDÃO. Ao tomar a decisão de fazê-lo, libertamo-nos do rancor.
2 - Vamos separar o ofensor da ofensa: podemos sentir raiva contra a ofensa, não contra o ofensor.
3 - Esqueçamos o passado: Se não o fizermos, continuaremos presos a ele, e estaremos "hipotecando" nosso futuro com a raiva. Uma vez dado o perdão, ESQUECER será um sintoma de saúde. No final, poderemos esquecer porque estaremos curadas.
4 - Não desista de perdoar: é difícil desligar-se do hábito de odiar. Teremos que tentá-lo muitas vezes até conseguirmos fazê-lo definitivamente. Quanto maior a ofensa, maior será o tempo necessário para perdoar, mas pouco a pouco, conseguiremos fazê-lo.
Para me ajudar a perdoar posso responder por escrito às seguintes perguntas:
1) A quem necessito perdoar?
2) Sempre me lembro de quem são meus ofensores?
3) Aceito meus pais como são, hoje e agora?
4) Oculto meu ressentimento de mim mesma?
5) Vivo me lembrando da ofensa que me fizeram?
6) Como me sinto quando penso que posso começar a perdoar?
7) Porque sinto tanto ódio?
8) De que me adianta viver presa ao passado?
9) Porque não perdoo meu ofensor?
10) Que possibilidades poderão surgir quando puder perdoar?
Quem não é capaz de perdoar, destrói a ponte que lhe permite chegar a si mesmo.
- Literatura de MADA -
Publicado por: Anonymous às outubro 4, 2006 11:20 PM
"Não importa que tipo de pais, de infância e de traumas conhecemos, podemos transformar nossa herança pessoal de doença em recuperação se escolhermos perdoar e nos curarmos".
Do livro MEDITAÇÕES DIÁRIAS PARA MULHERES QUE AMAM DEMAIS, de Robin Norwood.
Publicado por: Anonymous às julho 6, 2008 08:52 PM
Perdoar não é ser um capacho. Não é ser o capacho do outro. Perdoar é estar em paz comigo mesma por isso é tão importante que eu perdoe. Perdoar só tem a ver comigo. Com o deixar ir os sentimentos de raiva, de frustração e tantos outros que me deixam meia louca. Perdoar tem a ver com dizer “ok aceito isto, aceito que esta pessoa me fez isto, ou aceito que esta pessoa é assim”. Não quer dizer que me continue a sujeitar às suas atitudes. Apenas quer dizer que deixo de lutar com o que já aconteceu. Deixo de lutar com o que já aconteceu e por isso NÃO posso mudar. Finalmente rendo-me! E que paz isso me dá! Aprendi a perdoar, não pelos outros, mas por mim própria. Só quando perdoo fico em paz comigo própria.
Publicado por: Anonymous às julho 6, 2008 08:59 PM
Muitas pessoas se enganam com o real sentido do perdão. Perdoar não é um sentimento, mas uma DECISÃO que se toma.
Publicado por: Anonymous às setembro 26, 2008 08:02 PM
Obrigada por aquele questionário. Ao responder honestamente às perguntas, a minha mente foi ficando cada vez mais clara e tive uma percepção muito nítida de que era POSSÍVEL perdoar num sentido construtivo!
Publicado por: Anonymous às dezembro 25, 2008 06:25 PM