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junho 20, 2006

Abstinência e Recaídas

Publicado por marmad5 às junho 20, 2006 08:56 PM

Comentários

Como alguém que amamos demais consideramos que o amor e a aprovação só contam se vierem de alguém que, devido aos seus próprios problemas e limitações, é incapaz de o dar. Para um co-dependente em recuperação nenhuma outra área é tão escorregadia como a das relações. A maioria de nós escorrega por causa de um relacionamento.

Publicado por: Anonymous às junho 21, 2006 12:29 AM

Acontece dar comigo a recordar os bons momentos em que estive com X. As coisas que ele fez por mim. E sim, fez várias coisas muito boas. Houve coisas em que foi único. Tomou algumas atitudes por mim que nenhum outro namorado teve, mesmo sendo um alcoólico em uso. Dou comigo a pensar nos cuidados que ele tinha comigo quando estava doente. No chá de limão com mel que me levava à cama quando estava constipada e nos momentos calorosos e amorosos que tivemos. No sexo divertido que tínhamos. E era bem divertido. Fazíamos uma espécie de jogo em que contávamos quem tinha orgasmo primeiro. Aí o sexo parava. E um de nós dizia 1 a 2, por exemplo, e seguíamos contando vitórias e tentando virmo-nos ao mesmo tempo. Era simplesmente fantástico na cama e foi ele que decidiu que se eu me viesse primeiro então parávamos. E amigas, isso foi algo que nunca ouvi de mais nenhum homem e podem querer que é bem agradável ...

Dou por mim a pensar, o que já nessa altura pensava, X é uma pessoa charmosa, toda a gente gosta dele. Toda a gente o tentava ajudar. E até pensava às vezes que era melhor que eu pois tinha um feitio mais controlado, menos irritado e bem mais encantador.

E se der asas à imaginação posso ver todas as suas qualidades e lembrar os bons momentos que passámos como se tudo tivesse sido um sonho dourado e encantador.

Mas sei que isto é mentira. Estes momentos foram reais, ou pelo menos reais na minha imaginação. Mas não falam dos outros momentos intercalados. Das bebedeiras, da agressividade quando estava bêbado ou a tentar deixar de beber, das mentiras e das promessas por cumprir, da ansiedade de viver sem nunca saber como o dia ia acabar, da insegurança total, o desespero de ver a vida a andar para trás, e de tantas outras situações que me deixaram num estado desesperado até não aguentar mais e finalmente encontrar as reuniões ...

É fácil esquecer os maus momentos e lembrar os bons foi por isso que nos separámos e voltámos algumas vezes até que a depressão que tive finalmente me deu coragem para me afastar de vez.

É por isso que quando entro em deambulação, logo tento lembrar-me dos maus momentos em vez de divagar na metade encantadora da história. É por isso que é tão importante continuar a ir às reuniões ou ler estes mails e comentários para não me esquecer do que se passou ...

Agora já passou muito tempo. Mas mesmo assim, nalgum momento em que esteja distraída, ainda posso dar mim a pensar que X foi o homem da minha vida. Somos tão parecidos, temos os mesmo gostos, os mesmos interesses, ... os mesmos livros, os mesmos filmes, ... as mesmas actividades, ...

E é verdade, mas eu estou sóbria e essa é uma diferença brutal!!!

Num cantinho do meu coração ainda mora a esperança de que um dia daqui a muitos anos nos voltemos a encontrar e ele esteja sóbrio, como a história do livro que a enfermeira dele me emprestou. Mas agora sorio com meiguice a esta menina que tem esse sonho, sabendo que é apenas um sonho de uma criança e que não me pode fazer mal se não o levar a sério. E se não me esquecer de tudo o resto ...

Serenidade e Muito Amor poara Todos,

Publicado por: Anonymous às outubro 7, 2006 01:54 PM

Parece que quando tenho tudo do bom e do melhor entro em crise. Sinto que não acontece nada na
minha vida, que a minha vida é uma grande monotonia, embora seja bem agitada e sempre acontecem
coisas novas. Mas nessas alturas falta a agitação, a gritaria, as discussões a que fui habituada
em criança. Faltam as crises, o desespero, ... então parece que não está a acontecer nada! No
livro "Co-dependência Nunca Mais" a autora fala disto dizendo que muitos co-dependentes são
"viciados no drama". E assim é comigo.
Já reparei que é nas alturas em que tudo está a correr bem e em que eu me sinto melhor, que ao
fim de algum tempo começo a sentir essa sensação "a minha vida é uma monotonia..." e sei que é a
partir desse estado que me apetece começar a arranjar problemas e a repetir os maus
relacionamentos que tive no passado. Vejo isso como um indicio de que uma recaída está pronta a
vir aí. Mas isso só acontecerá se eu lhe der asas. Atenta a este desconforto, mantenho-me alerta
e pronta a contra-atacar com literatura, reuniões e tudo o que me faça lembrar que estes maus
relacionamentos nunca me deram felicidade e apenas me permitiram repetir e perpetuar os
relacionamentos que aprendi com meus pais.
Perceber que isto é apenas um mau hábito mental que alimentei por muito tempo e que por isso é
normal que ele volte e tente ganhar o seu terreno de novo. Assim como um ex-fumador tem a
tentação de voltar a fumar ... não dar muita importância a estes pensamentos. Deixá-los vir e
não os agarrar, eles também irão passar ...
Valorizar o que tenho agora, as pequenas coisas e alegrias da vida, ajuda-me a dar valor à minha
vida e a não entrar por este caminho da "monotonia".

Publicado por: Anonymous às outubro 31, 2006 09:59 PM

Concordar em restabelecer contato com o homem que foi nossa ‘droga’ pode causar o mesmo efeito que um drinque em um alcoólatra que se tornou abstêmio. Anos de recuperação podem ser apagados e a obsessão pode recomeçar mais forte do que nunca.

Do livro MEDITAÇÕES DIÁRIAS PARA MULHERES QUE AMAM DEMAIS – Robin Norwood

Publicado por: Anonymous às maio 11, 2007 01:38 PM

Estou entrando em desespero por causa de um homem que conheci na net, o tempo todo mentiu, sempre dizia que me amava e ficava sumido por tempos, embora a família dele seja de pessoas decentes (ele é filho adotivo a tia adotou ele pois a mãe não desejava a gravidez e sempre fez de tudo para abortar), ele não tem caráter e eu sinto falta dele, as vezes acho que vou ficar louca, tenho vontade de ligar para ele, me humilhar só para ve-lo mais uma vez, aceitaria qualquer coisa, ele me esqueceu com muita facilidade e eu ainda não consegui ele parece uma maldição na minha vida, não sei mais o que faço!

Publicado por: erika às julho 18, 2007 02:50 AM

A saudade é o pior de tudo.
Saber que aquela pessoa não esta perto que vc não pode ligar, falar com ela a hora que vc quizer doi.
Mas preciso aprender a não procurar pq a coisa vira um ciclo vicioso, vc não liga sofre, vc liga sofre pq ele não te tratou bem vc sofre pq não falou o que queria
Enfim...
Vc só sofre...
Estou separada desse relacionamento destrutivo a 20 dias começei a frequentar o MADA a 1 mês e estava muito bem mas uma ligação que eu fiz pq ele esta feliz e vivendo a vida dele foi o bastante para querer controlar tudo denovo
Quero minha paz devolta
Quero minha serenidade devolta e só posso fazer isso longe dele
Só por hj preciso me acalmar.

Publicado por: Greicie às agosto 31, 2007 08:26 PM

No outro dia fui para a cama com o meu ex. Não nos víamos desde o dia em que ele disse que não me amava e "não se justificava" continuar o namoro, há 5 meses. Mas enconrei por acaso uns amigos dele, achei que me cumprimentaram de uma forma calorosa e que isso podia indicar que o meu ex poderia ter saudades minhas. Chamei-o para lhe perguntar se tinha mudado de ideias. Disse-me que "lá estava eu a fazer filmes" mas mesmo depois de ouvir o NÃO conduzi as coisas até à cambalhota.
É incrível a facilidade com que crio espectativas do nada e a dificuldade que tenho em "abrir mão" delas. Depois de ele sair senti um vazio enorme e uma inquietação muito grande. E, apesar do mau estar, de repente dou por mim a pensar que se calhar não era assim tão mau encontrarmo-nos de vez em quando e trocar mimos e fluidos. Fiquei logo eufórica, cheia de vontade de ir falar com ele e propor-lhe uma "amizade colorida". Achei que tinha encontrado a solução. Depois pensei qual seria a minha opinião se a situação se estivesse a passar com uma amiga minha. E claro a resposta foi: "como podes descer tão baixo no respeito por ti própria. não vez que só te vais magoar. que essa é só outra forma de te recusares a admitir que ele não tem amor para te dar".
Ataque de choro.
Porque vejo as coisas de forma tão diferente tratando-se de mim?
Não consigo parar de pensar em estar com ele outra vez.
As minhas emoções andam numa montanha russa. E eu que pensava que já estava mais serena, mais centrada em mim...

Publicado por: Anonymous às dezembro 13, 2007 10:50 AM

A SINDROME DE ABSTINÊNCIA

A chave para uma nova maneira de viver

A frequência assídua às reuniões oferece-nos a possibilidade de uma nova vida; uma vida livre de nossas obsessões pelo controle, resgate, facilitar, zelo e de outros comportamentos Co-Dependentes. Sentimo-nos mais animados, quando ouvimos os outros falarem dos milagres produzidos pela recuperação. Sem dúvida alguma, quando escutamos estas pessoas falarem a respeito da dor da Síndrome de Abstinência, questionamo-nos se devemos ou não continuar a frequentar as reuniões. Sem dúvida alguma que sim!

Durante um bom tempo, muitos de nós já desconfiávamos que necessitaríamos passar pela dor da síndrome de abstinência, mas o medo do abandono, o medo da solidão e o medo do desconhecido, gritavam alto dentro do nosso interior. Mais cedo ou mais tarde, muitos de nós, por não termos outra opção pela frente, jogamos a toalha com relação ao nosso comportamento co-dependente, rendemo-nos à dor do desconhecido. Conhecíamos muito bem o caos e a dor resultante dos nossos comportamentos Co-Dependentes. Teríamos agora que experimentar a dor da síndrome de abstinência, uma dor que ao contrária da nossa velha conhecida, produzia em vez da culpa, baixa auto--estima, vergonha, raiva e medo – a promessa da RECUPERAÇÃO.

Ainda que não possas ver a dor da síndrome de abstinência desta maneira, ela é única e especial. Por trás do terror daquilo que tanto temes, a abstinência dos teus padrões de comportamentos co-dependente, contém as sementes da tua própria integridade pessoal. Devido aos nossos padrões Co-Dependentes, muitos de nós estagnamos as nossas vidas, nosso desenvolvimento pessoal. Simplesmente, deixamos de crescer em todas as áreas das nossas vidas, para viver a vida das outras pessoas. Muitos de nós, por termos nascido em famílias disfuncionais, criamos um Eu fragmentado e naturalmente, co-dependente. Se quisermos nos tornar uma pessoa íntegra, dotada de limites e fronteiras saudáveis em nossos relacionamentos, precisamos atravessar a síndrome de abstinência de nossos padrões Co-Dependentes. Muitos de nós reconhecemos que precisaríamos de um período indeterminado de solidão, para entrar em contacto consigo mesmo e conhecer o enorme potencial que esteve escondido sob o escuro manto dos nossos padrões de comportamento Co-Dependentes.

O QUE É A SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA?

Um passo fundamental para começar a recuperação da Co-dependência consiste em identificar nossos padrões de comportamentos Co-Dependentes, dos quais devemos nos abster se verdadeiramente queremos alcançar a plenitude física, mental, emocional e espiritual.

Na busca de orientação, buscamos a ajuda de uma madrinha, do nosso Poder Superior e de outros membros. Uma mudança de comportamento produzida pela interrupção diária de nossos padrões Co-Dependentes assinala o começo da abstinência de nossas práticas compulsivas e destrutivas.

Chamamos de Síndrome de Abstinência o turbilhão físico, mental, emocional e por vezes espiritual, que se processa ao longo desta mudança de comportamento. A não satisfação imediata da nossa obsessão pelo controle e pelo abuso da nossa vontade, sejam nossos desejos permanentes ou periódicos, produz uma tremenda sacudida em todo o nosso sistema. Se nos abstemos de nossos padrões de comportamento de co-dependente a experimentaremos durante o período da Síndrome de Abstinência.

Esta expressão, “Síndrome de Abstinência”, invoca a imagem de um adicto que necessita de sua droga preferida para transformar seu estado de ânimo e/ou de fugir do momento presente. Igualmente como nas drogas, a co-dependência emocional pode nos dominar por completo nos fazendo correr um perigo cada vez maior no que se refere a nossa saúde física, nosso bem estar emocional e nosso juízo... e a nossa própria vida.

O período da Síndrome de Abstinência pode se mostrar extremamente incomodo para muitos de nós. Nosso corpo sofre mudanças físicas inesperadas: experimentamos altos e baixos emocionais que jamais imaginado serem possíveis. E sentimos, quem sabe pela primeira vez em nossa vida, o vazio que havíamos tratado de preencher com nossos relacionamentos Co-Dependentes.

A EXPERIÊNCIA DA SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA

Quando interrompemos nosso comportamento co-dependente sentimos no mais profundo do nosso ser a fragilidade que com tanto desespero havíamos tratado de evitar. Cada um de nós a experimenta de uma forma diferente. A Síndrome de Abstinência que experimentamos produz os seguintes sintomas:

] Um desejo incontrolável de nos deixarmos arrastar por nossos padrões de comportamento co-dependente.
] Dores físicas inexplicáveis.
] Esgotamento e doenças físicas.
] A substituição de uma dependência por outra.
] Pautas irregulares no que se refere a alimentação e o sono.
] Insegurança e dúvidas quanto a própria pessoa.
] Desespero e medo.
] Pensamentos de suicídio.
] Desejo pelo isolamento dos demais.
] Pensamentos obsessivos.
] Tristeza, depressão e desespero.
] Sonhos onde as práticas Co-Dependentes estão presentes.
] Altos e baixos emocionais.
] Irritabilidade, ira e raiva.
] Obsessão com fantasias e pensamento mágico.
] Dificuldade de concentração.
] Dúvidas a respeito se nos é conveniente continuar na Irmandade e em recuperação.

Durante a Síndrome de Abstinência saem para a superfície muitos dos pensamentos e medos que durante tanto tempo havíamos estado tentando tapar. Percebemos intensamente que algo nos falta.


E SE NÃO NOS DEIXAMOS NOS ARRASTAR PELA CO-DEPENDÊNCIA?
O QUE É QUE DEVEMOS FAZER?

As vezes nos basta respirar. Caso seja a única coisa que se possa fazer no momento. A Oração da Serenidade tem sido de extrema utilidade para muitos de nós, durante o período de tentação. Também nos ajuda telefonara para o nosso padrinho ou para algum membro do programa, bem como a leitura da literatura. Trabalhar os Doze Passos nos ajuda a encontrar a solução ao invés de ficar parados no problema.

Descobrimos que o antídoto mais eficaz para as dores corrosivas resultantes de nossa luta e dúvidas eram colocar as dúvidas referentes ao resultado da Síndrome de Abstinência nas mãos de Deus, ou do Poder Superior que acreditávamos que estava nos ajudando a nos abster de nossos velhos padrões de comportamento co-dependente.

Pode ser que a nossa seja: “De maneira alguma!... Não vale a pena!” Porém, a grande verdade é que realmente vale a pena. Você merece. ?Você não está só!

A medida que nos acostumamos com a abstinência, a dor da Síndrome de Abstinência diminui e vamos nos apossando da esperança de passar um só dia, quem sabe uma só hora livre das práticas da ativa. Temos que nos pegar com calma. Nossa co-dependência não surgiu com toda a força da noite para o dia e nem por passe de mágica, tão pouco a recuperação. Assim como a co-dependência levou muito tempo para desenvolver-se, também o tardará a recuperação.


COMEÇO DE UMA NOVA VIDA.


Durante este período de auto-avaliação e aprendizado de novas condutas e de novas respostas aos estímulos que nos impunham para a nossa co-dependência recorremos a velhas e novas fontes de força. Empregamos o tempo que necessitamos para nos alimentar física, emocional, mental e espiritualmente. Nos damos conta que devemos preencher este vazio que durante tanto tempo nos atormentou através de uma relação com o nosso Poder Superior. Além do mais, hábitos tão sadios, como uma alimentação adequada, banhar-se, fazer exercícios e descansar, contribuem para que evitemos estados que possam nos levar as nossas velhas práticas dependentes. Tomamos consciência das maneiras que podemos desfrutar da vida e amarmos a nós mesmos sem disparar nossas ânsias Co-Dependentes. Quem sabe nos entrem desejos de premiar ou reconhecer nossa abstinência. Ao invés de deixarmos nos arrastar pela co-dependência, buscamos atividades que se mostrem mais sadias: desfrutamos saboreando uma comida saudável e apetitosa, visitamos um local de paz no meio da natureza, assistimos a uma partida de um esporte preferido, escutamos música clássica, levamos nosso cachorro para passear, vamos para o campo com a nossa família, participamos de alguma atividade escolar de nosso filho. Estas são algumas das atividades que agora valorizamos e desfrutamos.

Também recorremos a força de nosso padrinho ou madrinha, de nossos amigos do programa, e sobre tudo, de nosso Poder Superior, em cujas mãos temos colocado nosso comportamento co-dependente. A fé em Deus e no programa de CoDA nos proporciona calma em meio a tempestade. Por exemplo, alguns de nós entramos no mundo da espiritualidade assistindo a cerimônias religiosas ou buscando um lugar tranqüilo em nossa casa para praticar a meditação. Estes tipos de atividades nos ajudam a melhorar nossa relação com um Poder Superior a nós mesmos.
Outra maneira de alimentar esta força recém descoberta, é identificar e eliminar atividades que possam prejudicar nossa recuperação. Se observarmos nosso estilo de vida veremos de que maneira o podemos processar e simplificar. Quando, em nossa vida diária, nos desfazemos dos estímulos Co-Dependentes, passamos a descobrir que havíamos escolhido nossos hobbyes e inclusive nossa profissão, de acordo com as possibilidades que nos ofereciam de praticar nossa co-dependência. Sem a possibilidade de “desfrutar” da mesma, a atividade em questão perdia todo seu interesse.

Ainda que sempre existam mudanças mais difíceis que as outras, vemos quais atividades reforçam a nossa recuperação e evitamos aquelas que somente oferecem a possibilidade da sedução da co-dependência para a continuação de nosso desespero.

UMA NOVA MANEIRA DE VIVER.


Pode ser que iniciemos o período da Síndrome de Abstinência com uma sensação de pessimismo. O que me apresentará o futuro? Como responderei? Quem me ajudará? Será que vale a pena? O que devo renunciar e do que preciso? O que será de mim caso consiga sobreviver a Síndrome da Abstinência? Será que acabará algum dia? Poderei novamente alguma vez manter relacionamentos saudáveis?


Não podemos predizer o que te espera.


Uma vez que obtivemos certa medida de “governabilidade” em nossa vida, estaremos em melhores condições para escolher quais as atividades que nos convém. A comunicação sincera e aberta com nosso padrinho outro membro do programa de CoDA é um elemento importantíssimo na hora de tomar decisões.


Ainda que a abstinência dos comportamentos Co-Dependentes seja dolorosa, a dor que ela produz não é eterna. O fim do período da Síndrome de Abstinência anuncia uma grande diminuição de nossos desejos de nos deixarmos arrastar pelos padrões Co-Dependentes. A aceitação de nossa co-dependência, nosso desejo de abandonar o estilo de vida que levávamos, a prática dos Passos, o uso das ferramentas do programa de CoDA e a fé e a confiança em um Poder Superior a nós mesmos possibilita que comecemos a construir uma vida livre de condutas Co-Dependentes. Não só temos aceitado a Síndrome de Abstinência como um passo importante em nossa recuperação, se não como temos compreendido a sua importância para nós, o bem estar que nos faz. O prazer de viver se apodera de nós ao experimentarmos, quem sabe pela primeira vez em nossa vida, a auto--estima, o respeito por nós mesmos e a dignidade. Um Poder Superior a nós mesmos nos está devolvendo o juízo sadio e lhe estamos profundamente agradecidos por isso.


GUIA PARA SOBREVIVER A SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA

As seguintes ferramentas, lemas e sugestões podem ser grande utilidade se você está passando pela Síndrome de Abstinência da co-dependência. São somente sugestões. Pode ser que não sejam adequadas para cada situação. Procure averiguar quais são as melhores para você e coloque-as em prática!

] Vá com Calma.
] Primeiro as primeiras coisas.
] Mantenha o simples.
] Solte-se e entregue-se a Deus.
] Pense.
] Um dia de cada vez.
] Isto também vai passar.
] Deus faz por nós o que nós não podemos fazer por nós mesmos.
] Aconteça o que acontecer não se deixe arrastar pela co-dependência.
] Elabore a cada dia uma agenda sensata e bem estruturada.
] Não pratique o isolamento. Telefone para os companheiros do grupo.
] Telefone para o seu padrinho ou madrinha. Consiga números de telefones de outros membros do programa. Mantenha uma lista sempre à mão.
] Evite pessoas, lugares e atividades que possam disparar a sua co-dependência.
] Antes de qualquer coisa, converse com o seu Poder Superior.
] Peça para as pessoas do programa em quem você confia que lhe telefonem.
] Se você recair, não abandone o programa. Comece novamente. Renove seu compromisso com a recuperação.
]Assista a trinta reuniões seguidas.
] Se precisar, recorra a um psicoterapeuta.
]Jogue fora qualquer objeto que possa estimular a sua co-dependência: vídeos, contatos, números de telefone, endereços, fotos, cartas, etc. Se não for possível para você se desfazer dos mesmos, entregue-os para o seu padrinho ou membro do programa para que os guarde para você.
] Procure dar um passeio a pé ou de bicicleta.
] Mude de energia, tranqüilize-se, coloque em ação.
] Escreva um diário. Prepare o Primeiro Passo por escrito.
] Assista a alguma reunião. Se não existir uma de CoDA, procure por uma reunião aberta de A/A, Al-Anon, Comedores Compulsivos Anônimos, ou de outro Programa de Recuperação de Doze Passos.
] Não tenha medo de dizer “NÃO”. Lembre-se que você tem o direito de estabelecer limites para assegurar a sua recuperação.
] Leia a literatura de CoDA – Co-Dependentes Anônimos.
] Se você estiver numa situação que possa colocar em risco a sua recuperação e não puder evitá-la, peça ajuda a um membro do Programa.
] Procure a não recorrer a outras dependências.
] Reze, medite, mantenha um contato consciente com seu Poder Superior.
] Evite os meios de comunicação que não lhe convenham: TV, cinemas, vídeos, revistas, música, novelas, etc.
] Compre flores para você, mande um postal para você mesmo.
] Desfrute da companhia de familiares e de amigos com os quais você se sinta bem e que não coloquem em perigo a sua recuperação.
] Busque um lugar ou pessoa de confiança com a qual possas chorar, expressar sua raiva ou lamentar-se. Não reprima os seus sentimentos.
] Evite passar fome, solidão e fadiga.
] Lembre-se que uma coisa são os sentimentos e outra os fatos e que você não morrerá em conseqüência deles.
] Evite os lugares que vocês estavam acostumados a freqüentar durante a ativa da sua co-dependência.
] Não pratique condutas Co-Dependentes.
] Não se esforce uma vez mais em tentar salvar um relacionamento. Antes de buscar a reconciliação, espere até ter passado o período da Síndrome da Abstinência.
] E sobre tudo, não perca as esperanças! A Síndrome de Abstinência não é eterna. Lembre-se que você não está só!

Literatura CODA

Publicado por: Anonymous às fevereiro 22, 2008 10:19 PM

"Concordar em restabelecer contato com o homem que foi nossa 'droga'pode causar o mesmo efeito que um drinque em um alcoólatra que se tornou abstênio. Anos de recuperação podem ser apagados e a obsessão pode recomeçar mais forte do que nunca".

Do livro MEDITAÇÕES DIÁRIAS PARA MULHERES QUE AMAM DEMAIS, de Robin Norwood.

Publicado por: Anonymous às maio 16, 2008 12:40 AM

Nossa... ainda bem que li isto... me ajudou muito no dia de hoje, neste momento.

Estou no primeiro dia de abstinência... tive recaída (já) e liguei mais de 20 vezes para ele... sem resposta... óbvio.

estava revertendo a culpa para mim... me achando culpada... pensando em salvar o relacionamento...

Lendo o texto, lembrei do hematoma causado pelo empurrão... das vulgaridades que ouvi... das causas da minha insegurança... dos por qus que me tornei uma pessoa insegura...

Muito bomo texto...

Publicado por: Desanimada às julho 18, 2008 12:59 AM

encontreí ste blog por acaso hoje. falei com alguém a quem pedi ajuda e que me disse ser co-dependente. começei a vasculhar...numas coisas condizia ...noutras não mas , tudo afinal indica que sim. casei há poucos meses com 1 homem que não quer viver comigo ! aceitei ! Aceitei tudo : os horários loucos em que vamos jantar à meia noite, o não se importar comigo, o não me beijar nem abraçar. só sexo puro e duro sem amor . Casados ' no papel sim mas na realidade como é possivel ter chegado a aceitar tudo isto ? diz que só pode viver o dia a dia e que não consegue prever o amanhã. não temos qualquer projecto de vida . vivi infeliz mas cada vez que lhe peço o divórcio , volto atrás. porquê ? porque tenho medo de ficar sozinha , da solidão. porque prefiro ter um casamento miserável a não ter nada . expliquem-me porquê s.ff, se sou economicamente independente , bonita por dentro e por fora ???? qual a explicação ? será de facto o "quanto mais me bates mais gosto de ti ? quanto mais me ignoras mais preciso de ti? porqu~e se ele é um miserável e eu sou a util para a sociedade. já consinto em que só nos vemos 2 ou 3 vezes por semana ....casados há 8 meses !!!!digam-me ...estou co dependente ou louca a precisar de ser internada já que me quero libertar deste horror mas não o faço . Obrigada por lerem e mais se me derem a vossa opinião

Publicado por: como é possível ? às setembro 4, 2008 10:40 PM

Quando fazemos progressos significativos numa determinada área, às vezes a vida nos põe à prova para verificar se realmente aprendemos a lição - como um exame final que fazemos ao terminar o período escolar para passar ao nível seguinte de formação.
Por exemplo, justamente quando você consegue superar o seu relacionamento com um homem, ele pode telefonar - e você pode sentir-se tentada a vê-lo para provar a ele e para você mesma que realmente está tudo acabo. Esse é um gesto perigoso. Para passar neste teste, não é necessário que você o veja e sobreviva com o coração intacto. É necessário apenas que evite reencontrá-lo.

Do livro MEDITAÇÕES DIÁRIAS PARA MULHERES QUE AMAM DEMAIS - Robin Norwood

Publicado por: Anonymous às setembro 16, 2008 10:26 AM

Descobri que sofro da SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA, tive um relacionamento durante alguns anos, foi meu primeiro amor, meu primeiro beijo e outras coisas, vivemos momentos intensos, tudo parecia tão perfeito, quando simplismente ele terminava dizendo que queria curtir com outras garotas e me deixava, sem saber oque fazer, nunca tentei me matar, não perdi este controle, me mantive 'sobrea', varias vezes tentava conversar com ele para ele recuar, e voltar a ficar comigo, mais eu me tornava uma pessoa chata, insistente, nem eu me suportava, até que eu cai na real e resolvi que o tempo era a melhor coisa que eu poderia fazer, pensava comigo, que um dia poderiamos nos encontrar em uma bem melhor, mais ja se passaram anos, e eu procuro evitar, as vezes me bate uma solidão, uma dor e um vazio imenso dentro do peito, vontade de gritar, de abraçar alguem e não soltar, varias noites eu acordo chorando de saudades, uma saudade imensa, ao mesmo tempo que sinto magoa sobre as coisas que ele me fez, eu sinto que ele me ama, apesar de tudo eu sinto. Ele me procura, tenta conversar comigo alguma vezes, mais nada relacionado ao assunto sobre 'nos dois', eu sinto a maneira como ele me olha, como ele fala comigo, os amigos dele vivem me dizendo que ele gosta de mim, mais nao tem coragem de voltar atrás, acho que é isso que me faz ter alguma esperança, mesmo sabendo que eu não quero mais passar pelo que eu passei, viver na insegurança, com medo de ser traida. Eu fico pensando no dia em que poderemos esclarecer essa situação, que nao se resolveu, mesmo que demore anos. Me sinto uma pessoa vencendora pois eu não o procuro, nao insisto pra saber oque ele sente ou se vai ou não voltar para mim. Eu penso em mim, se eu estou feliz neste momento, eu faço, oque eu sei que me faz bem... Eu adoro esses depoimentos, me fazem muito bem!!Obrigada e força a todas!

Publicado por: anoni às dezembro 17, 2008 11:12 PM

Tem razão todos aqueles que estão passando por abstinência, é dificil eu estou numa situação das piores que ja ouvi e nnca vi nem em filmes de fixão,sou sendo obrigada a ouvir adjetivos que jamais pensei existir, por ter me permitido uma relação que durou apenas 3 anos dois deles com muitos insultos,humilhações por ter diferença de idade de 12anos dele, e a pessoa tem preferencia sexual diferente e eu me apaixonei pelo que vi sem saber das conseqencias que estão me levando ao divã de psiquiatra e a remedios controlados e não vejo solução,acho que sua imagem me serve como
ma pedra de craque se chegar perto tudo volta e volta pior.

Publicado por: maria helena às março 14, 2009 11:04 PM

hoje é o decimo sexto dia sem choro,sem insonia!!sou uma co-dependente e estou me curando de mais um relacionamento ruim.Engraçado é que conheci este homem e me envolvi com ele no momento em que resolvi me separar de um marido que me maltratava verbalmente, me humilhava na frente de todos e ainda assim eu insistia.Sai de um casamento traumatizante de cabeça erguida e pala porta da frente depois de tantas noites me humilhando pedindo pra que ele mudasse,chorando até perder o folego e fazendo ameaças e chantagens eu decidi procurar um terapeuta e me separei.Engatei logo nesse outro relacionamento:meu medico,lindo,gentil,amante perfeito,amigo de longos papos ao telefone(horas ao dia)CASADO!!!
sim CASADO,viciado em trabalho,com uma relaçao fria e distante da mulher e dos filhos. E lá fui eu a salvadora dos homens carentes(TADINHO)ele tem uma voz tao desamparada,é uma criança precisando de colo,eu pensava.Até me deparar com a realidade:ELE é infeliz sim,vive de aparencia sim, mas nao pensa em sair de lá.comecei pelo começo primeiro um dia sem falar,depois dois, ai então o mais dificil dizer nao quando ele viesse em minha casa.consegui! agora o passo mais importante:retira-lo de meu msn(eu bloqueei mas ainda nao exclui ele).QUERO SER FELIZ!!ME LIVRAR DE COITADINHOS QUE ACABAM COM A MINHA AUTO-ESTIMA.

Publicado por: LU às abril 11, 2009 03:08 AM

Eu tive uma recaida esses dias e to pessima me sentindo a ultima das mulheres... Terminei meu relacionamento há um ano e depois disso nao consegui me relacionar c mais ninguen, nao sinto vontade alguma, nao vejo graça em ninguem , ele nao ta vivendo a vida , namorando e há dois meses esta namorando uma mulher q ate ja foi morar com ela, e isso me acabou, passei noites e noites sem dormir, chorei a beça. e ele sempre me ligando como se nada tivesse acontecendo, eu sempre desligava p evitar conversas e tal , um certo dia ele me ligou e fui sair com ele , na verdade eu nao queria , mais uma coisa maior q eu me levou a esse encontro e saimos terminamos ficando , e foi horrivel pq ele atendeu ela na minha frente , e foi embora pqela estava ligando , nossa quando fui p casa, cheguei arrasada, chorando , nao dormir novamente , e assim mais dois dias ele me ligou me levou p lugares q os amigos dele estavam, e via ele falar p pessoas , essa é a outra , nao que ele falasse perto de mim mais eu sou muito observadora e percebi, mais uma vez fiquei com ele , e n dia seguinte disse que queria convesar , e perguntei a ele como ficariamos , ele simplesmente fugiu, disse q tava com dores de cabeça e nao queria falar nisso naquele momento , eu fui o casa mais uma vez acabada , parecia que o mundo ia se acabar... No outro dia por coincidencia eu passei pela casa dele e vi quando ele chegou com os moveis da namorada , fazendo a mudança p ela ir morar com ele , todo feliz e brincando com ela, gente eu pensei em me matar , pensei em matar ele, e a todo momento eu lembro disso , to pessima , triste , nada tem graça p mim , nao sei mais as vezes pergunto a Deus se ele brigou cmg pq so eu sofro e ele ta ai vivendo a vida dele e eu nao consigo viver a minha a vida esta passando e eu to ficando ... bjs a todas

Publicado por: Roberta às maio 6, 2009 11:38 PM

Ola,

Estava há 15 dias sem falar com o X. Depois de tal tempo, bastou uma ligação de trabalho para voltar o filme. Agora,entendo a importância de se desligar. Engraçado é que quando eu parei de ligar, ele me procurou me dizendo que era especial, essas coisas, o que mexeu comigo.
Só que no fundo percebi que era somente uma isca, porque a essência é a mesma.
Meninas, serenidade e perseverança isso vai passar. Deus vai nos auxiliar a todas.

Publicado por: Letícia às agosto 4, 2009 09:45 PM

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