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junho 20, 2006

Saber Ouvir. Sugestões, Opiniões e Conselhos.

Publicado por marmad5 às junho 20, 2006 09:05 PM

Comentários

PEÇO SÓ QUE ESCUTES Quando lhe peço para me ouvir e você me dá conselhos em vez de escutar, você não vai ao encontro do que lhe pedi. Quando lhe peço para me escutar e você me apresenta soluções, você desampara-me, por mais estranho que isso lhe pareça. Ouça! Tudo o que lhe peço é que escute e não me diga o que devo fazer. Eu posso fazer as coisas por mim mesmo. Eu não sou um incapaz. A sua solução pode ser boa para si, mas eu tenho de encontrar aquela que se adapta a mim. Só consigo fazer isso se eu aceitar os meus sentimentos como verdadeiros, se procurar descobrir o que está por trás desses sentimentos e depois serenamente procurar a melhor solução. Não preciso de concelhos, preciso é que você pense nos meus sentimentos, escutando-me e depois ajudando-me a ver quais são as minhas melhores opções. Então depois, ouço-o eu a você.
Hoje vou escutar

do livro Hoje um Caminho Melhor, Literatura Famílias Anónimas

Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 09:05 PM

tenho muita dificuldade em ouvir os outros. Sempre tive. Aliás é de família. lá em casa todos têm sempre uma opinião para dar. todos sabem tudo. ninguém ouve todos comentam. cresci com esse hábito e apliquei-o a toda a gente à minha volta. detesto que me façam isso e percebo como deve ser irritante para os outros. agora já consigo ouvir os outros. quando volto ao velho hábito e interrompo, apercebo-me e tento voltar com a conversa atrás 'mas estavas a dizer...'. mas cada vez é menos frequente. fico feliz por estar a libertar-me deste velho hábito. gosto mais de mim à medida que vou limpado os meus maus hábitos. e os outros também gostam mais de mim assim.

DE ACC: anônimo
DATA: 18/1/2005 11:00:23

Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 09:05 PM

- Reconhecer as minhas falhas -

"Reconhecer as minhas falhas nem sempre me livra delas.

Quando vejo, estou dando conselhos, apesar da minha aversão aos conselhos dos outros e da minha convicção de que não estamos aqui para aconselhar ninguém.

Quando caio nesse êrro, peço desculpas à pessoa que tentei aconselhar.

Esse é o primeiro passo em direção à remoção desse defeito; e se eu o confesso ao meu grupo, estou um pouco mais perto de atingir alguma
humildade.

Somos sempre muito rápidas e hábeis em criticar os outros, enquanto nós mesmas não suportamos conselhos.

Publicado por: Literatura MADA às agosto 6, 2006 04:52 PM

- NÃO FIQUES ASSIM

Já disseram esta frase? Eu já. E tantas vezes! E também já ma disseram várias vezes. E quando ma disseram nunca me serviu de consolo. Muito pelo contrário, fez com que sentisse que não me compreendiam.
E foi porque agora me disseram isso outra vez que se fez luz! Alguém está mal e dizemos-lhe “não fiques assim”, como se a pessoa quisesse estar assim, quisesse sentir-se mal, decidisse estar assim. O “não fiques assim” deixa-nos pensar que fizemos alguma coisa pelo outro, que tentámos ajudá-lo. Que estúpida mentira! Que tal tentarmos ouvir o outro, perceber porque é que ele está assim, deixá-lo desabafar?
Percebi que o “não fiques assim” é um falso consolo para mim própria quando não quero perder tempo a ouvir o outro, quando não quero saber ou perceber porque é que realmente ele está assim. O “não fiques assim” deixa-me com a sensação de que dei o meu melhor, de que tentei consolar o outro, mas na verdade tive mais do que fazer do que ouvi-lo, aceita-lo e percebe-lo.
Para a próxima vez vou tentar evitar os “não fiques assim” e simplesmente ouvir a pessoa.

Publicado por: Anonymous às agosto 6, 2006 05:07 PM

Uma pessoa ajudar outra é uma prática tão antiga quanto a humanidade. Ajudar não é dizer ao outro o que fazer, ou mesmo sugerir. Ajudar é estar lá para alguém; compartilhar experiências, oferecer apoio, fazer o que precisa ser feito quando o fardo de um amigo se torna pesado demais. Preciso ter a sabedoria de manter meu ego, meus conselhos e minhas boas intenções fora da vida dos outros, mesmo que minha intenção seja a de ajudar. Se quero ajudar os outros a desenvolverem sua própria força e a atingirem seu potencial, não posso fazer isso dizendo a eles o que fazer.

Publicado por: Literatura MADA às setembro 3, 2006 10:38 AM

"Amor enérgico" significa coisas diferentes para pessoas diferentes, mas o significado da palavra "amor" nunca muda. Se eu tenho uma atitude de amor em relação a mim mesma e aos outros, tratarei a todos de maneira justa, quer sendo "enérgica", quer sendo "terna". Falar de maneira a não magoar uma pessoa pode transmitir uma verdade difícil mais eficazmente do que críticas corrosivas e ultimatos.
À medida que abandono meu perfeccionismo, torna-se mais fácil tratar os outros e a mim mesma com respeito.
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Para Hoje: Tenho um dever para comigo mesma e para com aqueles que me cercam, de falar e agir com honestidade e consideração.

Publicado por: Literatura MADA às outubro 1, 2006 12:02 AM

* RECOMENDAÇÕES de RECUPERAÇÃO:

- Falar apenas sobre si própria.

- Usar sempre a palavra "eu".

- Evitar as palavras "nós", "ele(s)", "a gente", "você(s)",etc.

- Manter sempre em mente as experiências pessoais.

- Evitar falar sobre o que nunca viveu.

- Evitar falar dos outros.

- Apoiar as demais, através da partilha de suas experiências pessoais.

- Não aconselhar.

- Não dizer o que a outra deve ou não deve fazer.

- Evitar explicações ou consolos à companheira que ao dar seu depoimento, sofre ou chora, evitando críticas ou depoimentos negativos.


Publicado por: Literatura MADA às dezembro 23, 2006 08:43 PM

" Quando estou ouvindo o outro estou fazendo a caminhada com ele. No momento em que a pessoa está fora de foco, ouvindo-a ,lentamente ela volta ao centro. Se não ecnontrar o ouvinte certo ela acaba se distanciando mais do seu foco.

Publicado por: Lucy Olliver às janeiro 14, 2007 05:36 PM

Todo dia é menos um dia;
menos um dia para ser feliz;
é menos um dia para dar e receber;
é menos um dia para amar e ser amado;
é menos um dia para ouvir e, principalmente,calar!

Sim, porque calando nem sempre quer dizer
que concordamos com o que ouvimos ou lemos,
mas estamos dando a outrem a chance de pensar,
refletir, saber o que falou ou escreveu.

Saber ouvir é um raro dom, reconheçamos.
Mas saber calar, mais raro ainda.
E como humanos estamos sujeitos a errar.
E nosso erro mais primário, é não saber:
Ouvir e calar !

(Carlos Drumond de Andrade)

Publicado por: Anonymous às janeiro 30, 2007 10:01 PM

...é isto...eu preciso ser mais terna...quando falo, falo com ultimatos, imponência, coloco a pessoa contra a parede e ela não tem saída, coloco em xeque...e faço sempre isto...preciso "provar a toda hora que tenho razão"...porque será que tenho esta necessidade? busco constantemente em mim esta resposta...mas ainda não encontrei...será que alguém pode me dar umas dicas? preciso de uma centelha que me ascenda uma luz para minha busca interior, por favor alguém me responda!

Publicado por: Galega às fevereiro 1, 2007 03:29 PM

O descobridor de erros encontrará erros até no Paraíso.

Henry David Thoreau.

Será que me reconheço nesse retrato desolador? Achar defeitos é um hábito, como ter que estar sempre certa, ou dizer aos outros o que fazer. Seria possível encontrar defeitos, mesmo se o objeto de minha crítica se tornasse o oposto do que é. Agindo como descobridora de defeitos, posso ficar na ofensiva e ninguém tem chance de me criticar. Descobrir defeitos é fácil; uma criança pode fazê-lo, especialmente uma criança cansada, infeliz e frustrada. A constante procura de erros é uma falha em meu caráter e não tem relação com as coisas e pessoas ao meu redor. É um hábito que precisa do escrutínio de um inventário pessoal e de um bom arejamento por intermédio do Quinto Passo.

Para Hoje: O crescimento no programa me permite enxergar com novos olhos; sentir-me bem comigo mesma me faz menos crítica em relação a mim e aos outros.

Literatura MADA

Publicado por: Anonymous às fevereiro 22, 2007 12:00 AM

Somos sempre muito rápidos e hábeis em criticar os outros, enquanto nós mesmos não suportamos conselhos. / William Penn

O reconhecimento de minhas falhas nem sempre me livra delas. Quando vejo, estou dando conselhos, apesar de minha aversão aos conselhos dos outros e de minha convicção de que não estamos aqui para aconselhar ninguém. Quando caio nesse erro, peço perdão à pessoa que tentei aconselhar. Esse é o primeiro passo em direcção à remoção desse defeito; e se eu o confesso ao meu grupo, estou um pouco mais perto de atingir alguma humildade.

Para hoje: As pessoas podem parecer querer meu conselho, mas, isso não é razão para que eu o dê. Em MADA sou apenas mais um membro, nunca conselheira.

Literatura MADA

Publicado por: Anonymous às julho 17, 2007 12:25 PM

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