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junho 21, 2006

O que Mudou na Minha Vida em Recuperação

Publicado por marmad5 às junho 21, 2006 05:18 PM

Comentários

Quero deixar de dar opiniões aos outros. Quero saber ouvir e ficar calada sem ter que opinar. Quero começar a dar a minha opinião apenas quando ma pedem.

Publicado por: Anonymous às julho 15, 2006 01:00 AM

Provérbio Inglês: “Quando um homem orgulhoso ouve outro ser elogiado, sente-se ferido”.

Quando ouvia outra pessoa ser elogiada sentia-me menosprezada. Aparecia logo aquela vozinha que me deixava incomodada “então e eu?”. Ficava perturbada.
Hoje encaro o meu orgulho e tento po-lo de lado. Aprendo a dar mais atenção às qualidades dos outros do que aos seus defeitos. Em vez de me comparar com os outros, regozijo-me com as suas qualidades e a sua felicidade. No inicio foi difícil ter esta atitude, mas com o treino tornou-se um hábito que tento manter no dia a dia e me deixa muito mais bem disposta do que a minha atitude antiga.

Publicado por: Anonymous às julho 20, 2006 12:01 AM

ELOGIOS

Comecei a receber elogios quando comecei a trabalhar. Era boa profissional e por vezes era elogiada. Sentia-me mal. As mãos moviam-se ansiosas procurando algo que agarrar. Era o sinal de que me sentia desconfortável. Embaraçada, acabava por me engasgar e não responder. Nem um simples obrigado.
Apercebi-me disto. Vi que não estava habituada a receber elogios. Muito pelo contrário. Os “não serves para nada”, “não fazes nada de jeito” e outros que tais estavam impregnados na minha memória, no meu inconsciente e na minha vida. Ouvir elogios era uma situação nova. E além de nova, contrária ao habitual. Como reagir a isto?
Tive que perceber que quando alguém me elogiava (e era sincero) estava a ser simpático. Não estava a dizer palavras da boca para fora, mas estava mesmo a ser simpático. E esta pessoa merecia pelo menos um “obrigada”. E foi assim que comecei a tentar dizer o meu “obrigada”. Ainda meio perturbado no inicio, mas depois com mais convicção. E hoje em dia quando recebo um elogio, se o sinto sincero e com motivo de ser, sorrio para dentro e sei que sou merecedora de elogios. Sinto-me feliz por merecer elogios e isso é tão importante!
Também elogio mais os outros. Isso foi algo que não aprendi e por isso também não fazia.

Publicado por: Anonymous às agosto 17, 2006 12:09 PM

A certa altura fiz um lista do que queria do meu amor e dos meus amigos. E eram listas com óptimas qualidades... :o)

Só que à medida que fui olhando para a lista comecei a questionar-me: “mas e eu dou isto que quero receber às pessoas?”

Foi difícil mas tive que reconhecer que não. Percebi que queria várias coisas que queria receber não tinha disponibilidade para dar. E isso fez-me perceber que primeiro tenho que as ter em mim, para depois atrair pessoas com essas características.

Foi duro assumir isso. Mas como diz um dos lemas "Que Comece por Mim".

Mudando-me a mim própria também mudo o ambiente e as pessoas que me rodeiam.

Publicado por: Anonymous às agosto 30, 2006 10:03 AM

O nosso problema é que não sabemos receber.

Esta frase tão curta tem tanto impacto! Pressinto que meditar nesta frase pode trazer grandes descobertas e mudanças ...
Porque me relaciono com pessoas incapazes de dar? Porque eu sou incapaz de receber e por isso procuro pessoas que não dão?
Porque não mostro os meus sentimentos? Porque o outro iria responder ?
Porque me escondo e faço cara alegre quando estou a morrer por dentro? Porque não aceito ajuda nem apoio dos outros
Porque sou incapaz de receber? Porque tenho que ser forte
Porque tenho que ser forte? ...
Algo em mim diz que tenho que ser forte. Mas na verdade não há motivo nenhum para isso
Ser forte é uma estupidez!!! Agora que percebi isso posso finalmente deixar-me ser como sou, mostrar as minhas fragilidades e tentar estar disponível para aquilo que os outros me quiserem dar.

Publicado por: Anonymous às outubro 14, 2006 12:21 AM

Sou muito ansiosa. Pequenas situações do dia a dia fazem com que reaja precipitadamente saltando sobre quem vejo ameaçador. Mas a ameaça o que é isso? Às vezes basta alguém não concordar comigo. Às vezes basta pedirem-me para fazer algo que não quero. Outras vezes basta não serem muito simpáticos. Que ameaças essas medonhas que vejo em pessoas que tem atitudes normalissimas!
Basta-me deixar-me levar pela ansiedade para esta aumentar, para reagir, para dar uma reposta torta, ríspida, crítica, cínica ou agressiva.
Tento estar muito atenta e contrariar isto. Quando vejo que estou pronta a saltar, respiro fundo, recuo, tento não responder logo. Paro. Penso “isto está a irritar-me, vou deixar para depois”. Dou-me a mim própria algum tempo. E isso está a ser suficiente para rapidamente começar a mudar de atitude. Hoje fiquei feliz comigo. Uma situação que me irritou e que podia ter transformado num campo de batalha. Apercebi-me disso. Parei. Resolvi não responder. Isso deu-me clareza e em poucos minutos pude resolver a questão da melhor forma possível. Estou de parabéns! E devo animar-me com estes sucessos. Às vezes caio do cavalo a todo o trote, mas cada vez mais tenho estes sucessos e isso prova que posso aumentá-los e contrariar estes estados de ansiedade e irritabilidade. Com mais prática maior será o sucesso. Assim continuarei a praticar, e a praticar e a praticar até que isto se torne um hábito e a serenidade faça parte do meu dia a dia sempre.
E em vez de desanimar com cada insucesso, vou regozijar-me com cada pequena vitória, elogiar-me e incentivar-me a continuar!

Serenidade aqui te aguardo!!!

Publicado por: Anonymous às outubro 26, 2006 09:06 PM

Estou tão feliz! É véspera de feriado e não sai de casa. Sinto-me bem a fazer as minhas coisas e comigo própria.
Antigamente estaria deprimida, a sentir-me abandonada e solidão, a pensar que não tinha ninguém com quem sair.
Agora apetece-me ficar em casa, relaxar, gozar a minha companhia, ler um livro ... e o tempo até me parece pouco para estar comigo e fazer tudo o que gosto ;o)

Publicado por: Anonymous às outubro 31, 2006 09:31 PM

Ele morava noutra cidade e vinha cá alguns fins de semana quando combinávamos um jantar com um grupo. Mas era sempre confuso com a hora/dia a que chegava e se ia embora. Desatinei várias vezes com ele por causa disso até que um dia o deixei na rua! Como de costume houve um jantar com um grupo pelo que pude deduzir que ele viria para a minha casa. Mas como dessa vez ele não disse nada. quando ele se prontificou para vir para a minha casa, perguntei-lhe:
- mas não me avisaste pois não?
- ...
- então não vens!
Foi muito giro. Foi à frente de toda a gente que ficaram a olhar com cara de parvos para nós. E eu vim-me embora e afastei-me dele.
Passado uns tempos ele tentou umas aproximações. Não dei espaço. Mantive-me firme. Aí o tempo foi passando (meses...) e acho q ele percebeu mesmo que estava a falar verdade ... e mudou de atitude.
Só depois de várias tentativas e de mails dele é que o deixei voltar à minha casa. Mas foi porque ele mudou realmente de atitude nesta vinda e nos vários mails anteriores. Não houve nada entre nós porque eu mantive-me firme. Mas ele convidou-me para passar um fim de semana na casa dele. Sabia que se fosse nos íamos enrolar. Não aceitei logo, mas depois de mais uns mails e ver que ele estava mesmo com uma atitude diferente resolvi aceitar.
Entretanto ele morreu num acidente e já não cheguei a ir
Por isso o fim da história não chegamos a conhecer ...

Mas o que interessa aqui é que realmente só nos fazem o que nós deixamos que façam. Podemos desatinar, barafustar, mas isso é só barulho. Até tomarmos uma atitude esse barulho é como algo que acontece e passa por isso não vale a pena dar-lhe atenção.
Uma das conclusões a que cheguei é nunca fazer ameaças que não cumpra. Esse era dos primeiros erros que fazia e que fazia com que não me levassem a sério. Se quero que me levem a sério tenho que ser eu a primeira a levar-me a sério e cumprir o que digo.

Publicado por: Anonymous às novembro 10, 2006 06:02 PM

Era prestativa demais, oferecia demais os meus préstimos, o meu serviço, a minha atenção.
Acho que isto não tem nada de errado e seria magnifico continuar a faze-lo. Mas há sempre um mas ...
Em troca queria reconhecimento, compreensão e um retorno idêntico que se não chegavam me deixavam amargurada e deprimida.
Claro que devemos dar sem esperar nada em troca. Esse seria o ideal.
Mas visto que dar sem receber nada não estava a funcionar comigo, a solução que encontrei foi deixar de ser tão prestativa. Falta alguma coisa na sala, alguém deseja alguma coisa ... ok! Em vez de ir a correr buscar ou resolver o problema penso se tenho alguma coisa a ver com o assunto e se o devo resolver ou não.
É curioso como num encontro social se vêm bem os co-dependentes. São aquelas formiguinhas que não param a arranjar tudo, a arrumar tudo, a servir ...

Publicado por: Anonymous às novembro 16, 2006 04:48 PM

graças ao mada pude esquecer uma pessoa q realmente eu nao conseguiria sem ajuda de vcs obrigada

Publicado por: carol alcantara às janeiro 19, 2007 02:32 PM

...
Também tenho todas essas dúvidas: será que algum dia vou ter um bom relacionamento? Agora já aprendi a não cair num mau relacionamento mas tenho q ficar solteira o resto da vida?
Mas já reparei que as minhas dúvidas aumentam proporcionalmente aos meus humores negativos. Se estou cansada, triste, deprimida ... então as dúvidas surgem e aumentam de tamanho. Quanto pior o meu estado de espirito maior a dimensão das dúvidas e o estrago que fazem.
Quando estou bem disposta e em paz as dúvidas serenam, deixam de ter importância.

Resumindo, parece que isto tem uma importância relativa, que depende dos meus humores.

No fundo do meu coração eu acredito e sei que sim, que um dia poderei entregar-me num relacionamento e receber do mesmo modo. Mas tb sei que para isso ainda tenho muito q trabalhar. E o meu trabalho agora é um treino com os amigos e conhecidos. Mostrar o que sinto sem medo de me expor e do que os outros pensam. Estar à vontade comigo própria, ser eu com todos os meus defeitos e qualidades, aceitar-me tal e qual como sou. Mostrar o q penso sem hostilidade nem medo das críticas e da rejeição. Vejo q o meu esforço nesse sentido está a dar frutos. Sinto-me muito mais à vontade em situações que antes me sentia embaraçada. Estou menos susceptível a críticas (às vezes). E estou mais afável. Claro q tenho dúvidas, mas racionalmente percebo que continuando este trabalho não há porque não melhorar os meus relacionamentos.

Publicado por: Anonymous às janeiro 22, 2007 10:32 AM

oi, também possuo esta horrível doença, mas, graças a Deus, estou me recuperando. Cheguei a ficar muito doente, mas agora já estou bem melhor, concentrando-me mais nos meus estudos. Olha, me parece que o grande impulso da recuperação vem quando começamos a nos valorizar... olhar prá gente mesmo e dizer, eu mereço ser amada, eu não tenho nenhum defeito ou parte horrível. Eu mereço ser amada tal qual eu sou. E para isto, é claro, é preciso que nos conheçamos bem. Estou nesta fase, e está cada vez mais fácil sair de maus relacionamentos: eu penso, eu mereço tanto amor quanto ele, eu mereço ser tão valorizada quanto eu o valorizo. Lembro que isto é uma doença, e que esta carência é uma fuga da minha realidade. Este vício é para acobertar meus reais sofrimentos. Então , nada melhor do que fazer uma terapia e aprender a se fortalecer. É difícil para todos nós. grande abraço a todos.

Publicado por: nati às setembro 15, 2007 11:02 AM

Deixei de andar a correr de um lado para o outro e stressada com TUDO o que tinha de fazer. Faço muito menos coisas num dia e faço-as devagar. Em vez de combinar mil coisas deixo tempo para estar comigo própria a fazer o que me apetecer.
Deixei de usar relógio. Antes andava constantemente a ver as horas, stressada porque já estava atrasada ou porque tinha que ir acolá daqui a x mn. Foi um grande alivio deixar de usar relógio. Agora calculo o tempo que demoro para ir de um sitio ao outro e normalmente chego a horas, sem ir a pensar se estou atrasada ou não no caminho. Caso esteja paciência, além de pedir desculpa não posso fazer nada quanto isso e stressar-me não adianta nada.

Publicado por: Anonymous às novembro 22, 2007 12:42 AM

Tive que dar os parabéns a uma pessoa. Estava emburrada, naqueles dias “em que se está com o período”, só me apetecia estar sozinha, quieta e não falar com ninguém. Ficar simplesmente a curtir a minha casmurrice sem a levar a sério e saber que aquilo era apenas uma coisa passageira, que toda a gente tem momentos destes e que não é o fim do mundo. Simplesmente queria estar quietinha no meu canto.
Se fosse antes provavelmente não telefonava ou adiava telefonema.
Ou então telefonava fingia que estava bem disposta mas que tinha que desligar já.
Ou também poderia telefonar e responder mal e com resmungos porque a pessoa do outro lado queria continuar a falar.
Mas estou em recuperação. Telefonei à mesma. A pessoa queria ficar a falar. Fui honesta. Disse-lhe olha não me estava a sentir bem, que estava emburrada, mas não era nada de especial ou de preocupante. Que não tinha nada a ver com ela mas que me apetecia ficar sozinha e não falar. E ela percebeu que eu estava apenas a ser honesta.
Agora posso ser honesta comigo e com os outros. Deixei de esconder os meus sentimentos dos amigos e das pessoas mais intimas.

Publicado por: Anonymous às novembro 22, 2007 12:34 PM

Será que a solidão quer dizer estar só? Posso estar só e mt bem acompanhado! Arranjar companhia no nosso interior e não depender de presenças fisicas é mt impotante para não ter medo de viver a minha propria vida... Estou a aprender s estar só e mt bem acompanhado.

Publicado por: André Matos às dezembro 5, 2007 08:55 PM

Quero ter a certeza de viver a minha propria vida, quero estar bem comigo proprio...

Publicado por: André Matos às dezembro 5, 2007 08:58 PM

"Carta a um Amigo"

Perguntastes-me como teria apanhado hepatite, pois aqui fica a resposta.
Eu sou a Carla, uma co-depente em recuperação (às vezes). Os co-dependentes são como os toxicodependentes, quando querem heroína não querem saber de mais nada, o resto não interessa.

Já fui muito co-dependente do Rui e da minha irmã. O Rui vivia perto da minha casa (pais) e dávamo-nos na altura em que eu andei na faculdade. Já nessa altura adorávamo-nos um ao outro. Íamos beber “café”, ele vinha comigo ao yoga, falávamos à vontade um com o outro sobre tudo, mas eu tinha namorado! E até ele e o meu namorado se davam tão bem. Às vezes saímos os 3. outras encontravam-nos no bairro alto. Nessa altura ele já tinha andado na heroína mas tinha largado. Só que mais tarde voltou e eu recusei-me a falar com ele. Entretanto, depois de idas e vindas, ele fez uma fuga geográfica e foi viver para uma aldeola onde os pais viviam. Óptimo para largar a heroína, mas para ir para o café beber copos que é o que se faz nesses sítios onde não há mais nada para fazer. E devido aos problemas da droga tornou-se alcoólico rapidamente.

Anos mais tarde, devido a uma série daquelas “coincidências inexplicáveis” encontrámo-nos. No dia seguinte estávamos juntos e talvez uma semana ou duas mais tarde o Rui estava a viver na minha casa sem eu me ter apercebido, porque mesmo quando não combinávamos ele vinha cá ter. Acho que só ao fim de uns 3 meses é que tomei consciência de que realmente vivíamos juntos.

Até aqui tinha mantido sempre namoros em que me mantinha distante, nunca falava dos meus sentimentos e procurava pessoas que também não o fizessem. Era uma fortaleza que nunca ninguém viu chorar e se chorava sozinha isso era muito raro. (uma vez a minha irmã disse-me que se o meu pai nos batesse e nós chorássemos, ele batia-nos mais para pararmos de chorar ...). Se tinha problemas mais sérios guardava-os para mim, não falava deles, inconscientemente devia pensar algo como “se não falar não, não penso, então eles não existem”. Agora percebo que isso é apenas um processo de negação. O psicólogo disse-me que eu tinha uma enorme capacidade de me auto-anestesiar. Eu chamava a isso “ir para a nuvem”. Na nuvem não estava na terra, estava num estado meio de sonho, sabia o que se passava aqui, podia falar com as pessoas, mas não tinha que sentir as coisas, pelo menos tanto, mas isso também evitava que tivesse controlo sobre elas. Tive algumas consultas com ele em que eu estava na nuvem pq falar de assuntos penosos levava-me para lá e só assim podia avançar na consulta e responder-lhe. Parece que ele não reparou, mas depois falámos disso. (in)felizmente ele ensinou-me a sentir as coisas e saber o que sentia, por isso o primeiro ano em que comecei a ir ao centro sentia coisas que nunca tinha sentido e tudo me era extremamente intenso pq já não tinha a minha nuvem para onde fugir.

Bem, mas perdi-me ... algures no texto e no teu tempo ...

Isto tudo para dizer que pela primeira vez na minha vida com o Rui falava de tudo, estava completamente há vontade. Sei que se fosse mais gorda, magra, morena ou loira isso não interessava pq ele gostava de mim tal como eu era. Éramos super parecidos. Tínhamos os mesmos gostos, gostávamos dos mesmos livros, dos mesmos jogos (ele tb foi um elfo) , dos mesmos filmes, íamos a coisas sobre espiritualidade, tínhamos os mesmos hábitos, cominamos ao mesmo tempo, deitávamo-nos ao mesmo tempo, víamos tv juntos ... era super fácil viver e falar sobre o que quer que fosse com ele. A nossa única discussão foi o álcool. Eu passei a ter todos os comportamentos de co-dependente activos e um deles é uma mulher de um alcoólico pensar “se gostasses de mim deixavas de beber”. Ele internou-se 3 vezes e fugiu as 3 vezes, a nossa vida tornou-se um inferno. Eu queria controlar o álcool dele. Ele mentia. Chegava a casa a cheirar a álcool e dizia que não tinha bebido. Bem, mas isso são só pormenores ... no meio de outros piores.
Toda a gente adorava o Rui e felizmente os NA (narcóticos anónimos) OBRIGARAM-ME a ir às reuniões de Familias Anónimas.

Isto tudo para te dizer que o Rui foi a minha droga. Vivemos juntos. Ele tinha hepatite C. Eu sabia. Tomava a pílula e íamos para a cama regular e alegremente sem qq preocupação. Esse assunto simplesmente não existi nas nossas cabeças.

Hoje perguntas-me como é que eu, uma pessoa inteligente, de classe média alta, com um óptimo emprego, culta, que viajava pelo mundo viveu com um alcoólico? “E não tiveram cuidado”?
Pois, também não sei. As únicas pessoas que percebem isso são os co-dependentes. Somos doentes, actuamos loucamente, pomos a nossa vida em risco e não nos importamos.

Durante 4 anos de vez em quando (raramente) uma voz lá ao fundo dizia-me que tinha que ir fazer análises. Imediatamente adiava isso e esquecia o assunto.

Até que uma série “daquelas coincidências” e as reuniões a que agora vou (com pessoas da minha idade e em que falamos à vontade) levaram-me a finalmente tomar consciência do problema e faze-las. Pela primeira vez percebi que com o Rui pus a minha vida totalmente em risco sem me importar nada com isso. A minha vida simplesmente não tinha qq valor para mim.

Eu não sou só co-dependente (em recuperação). Também tenho muito comportamentos aditivos. Já fui workalica, poderia facilmente ser viciada no casino, em jogos de computador, e noutras coisas. Nos últimos 2 meses estive viciada no sodoku (aquele jogo de números que fiz no avião). Eu já sabia que não podia fazer aquilo, mas comprei uma revista. Ao principio tudo bem. Mas depois começava a fazer aquilo e não parava mais até que tivesse que ir fazer alguma coisa importante q não dependesse de mim. Uma vez tive 4 horas a jogar até ter q ir trabalhar e cheia de fome pq n parava para ir almoçar. Pus a revista várias vezes no lixo (papelão cá de casa) e várias vezes a fui buscar. Até que um dia com uma amiga a deitei no lixo fora de casa. Gostava de conseguir fazer um ou dois jogos, num intervalo para descontrair, mas não consigo. Felizmente conheço-me o suficiente para parar e me afastar ... (mais ou menos ...)
Sei que no liceu não fui toxicodependente porque tenho uma grande estrelinha da sorte. Depois de fazer uma asneirada isso evitou que me metesse na heroína, que eu queria, mas o meu namorado dizia para que se eu quisesse experimentar experimentasse sozinha e que ele não ficava a ver. Fartei-me de o tentar convencer, mas felizmente não consegui.

Todo a vida senti que tenho uma estrelinha da sorte que me tira dos maiores apuros e cuida de mim. Parece que uma asneira é recompensada por evitar algo pior ou que uma ajuda inexplicável vem de algum sitio totalmente impensável.

Também senti sempre que tinha que haver algo na vida que eu andava sempre à procura, mas não sabia o que era e nunca encontrava.
Como te disse, a primeira vez que cheguei ao centro tive uma sensação inexplicável de que “cheguei a casa”. Sabia que ia ficar ali, que tinha encontrado o que estava à procura. Mas ainda precisava de cuidados para o poder aceitar. Ainda tive q ir ao psi para resolver coisas do passado que não me deixavam andar para a frente.

Esta semana a minha mãe disse-me novamente que “o meu pai nunca nos bateu e muito menos com o cinto. Se não onde é que eu estava? Se não tinha que saber, não era?. Vocês é que a partir da adolescência se viraram contra os pais. Isso acontece”
A minha irmã Cristina (alcoólica) também me jurava o pai só nos bateu 1 ou 2 vezes. Mas depois conta uma série de acidentes que mostra que essas 1 ou 2 vezes foram várias.
Como eu tb não me lembrava das coisas, às vezes tinha a sensação de estar louca e de já não saber se tinha inventado tudo isso ou não. Felizmente quando estava no psi tive a feliz ideia de telefonar à minha irmã Suiça, que é 7 anos mais velha do que eu e por isso se lembra de tudo. E que me disse, que ela nunca apanhava pq já era muito mais velha qdo isso começou, mas que era verdade o que eu pensava.

Hoje tenho quase a certeza que a minha mãe era uma drogada em calmantes. Nunca ninguém imaginou, falou ou pensou isso. E todos o negarão. Mas a verdade é que lembro de que eles lá estavam sempre em cima do armário da cozinha e de várias vezes a ver tomá-los. De passar a vida a gritar descontrolada e não saber falar. E sei que calmantes em exagero levam a um estado de descontrolo e gritaria pq tb “adormecem” aquela coisa que nos faz tomar consciência do que estamos a fazer.

Depois dos anos “da loucura” decidi dizer à minha mãe que a Cristina era alcoólica. Pois elas entendem-se bem e achava que era demasiado peso sobre mim, só eu (e o meu ex-cunhado) sabermos disso. Não serviu de nada porque a minha mãe continua a dizer “a Cristina só bebe 2 imperiais qdo almoça comigo. Que mal é que isso faz?”

Os meus pais já são velhos. Nesta vida acho que já não há nada a fazer por eles ...
Gostava que as minhas irmãs ainda tivessem hipóteses de mudar ...
Na altura, o Rui, que segundo os médicos, estava à beira de ter um cirrose a qq momento que bebesse uma imperial, continua a beber imperiais com martini. Às vezes vejo-o na rua. Umas vezes até está com bom aspecto! Acho que a estrelinha dele ainda é maior do que a minha.

Mas aprendo cada vez um pouco mais que só posso mudar a minha vida, não a dos outros.

Carla, uma co-depente em recuperação, que acabou de ganhar uma vida!

Publicado por: Anonymous às dezembro 13, 2007 05:19 PM

Liguei para ele:
- Quero ficar com você.
- Então venha para cá.
- Não. Quero ficar com você e quero que venha me buscar.
- É longe, estou com preguiça.
- Bom, então não vou ficar com você.
- A que horas posso te buscar?

... Encontrado o caminho o tédio e a complacência não tem lugar em minha vida.

Publicado por: Anonymous às dezembro 20, 2007 07:40 PM

Se estiver irritada uma pessoa que me diga alguma coisa (que noutro dia não me incomodaria nada) pode parecer-me parva ou até que me está a ofender.
Se noutro dia estiver bem disposta e a mesma pessoa me disser o mesmo, pode parecer-me muito bem, concordar com ela ou até sentir-me agradada.
Isto diz-me que a pessoa “não existe” do seu próprio lado. Que a pessoa depende de mim, e a maneira como a vejo depende do meu estado de espirito. Resumindo, a pessoa que vejo depende apenas do meu estado de espirito.
O mesmo acontece com todas as situações da vida.
Hoje estou a tomar consciência do que sinto em relação aos outros e às situações do dia. E vou lembrar-me que isso reflecte o meu estado de espirito. Hoje assumo a responsabilidade pelo que sinto e pela maneira como me sinto.

Publicado por: Anonymous às dezembro 21, 2007 12:13 AM

NATAL e PRENDAS

"É só uma lembrancinha...". Porque dizemos isso, num tom de desculpas, quando presenteamos alguém? A lembrancinha representa que nos lembrámos daquele amigo/a, que dedicamos a lembrar-nos dele/a. Então a nossa prenda é uma homenagem a essa pessoa, representando o sentimento de amor que sentimos por ela.
Fujo de “Foi só uma lembrançinha...” e, sem constrangimentos, digo “Lembrei-me de ti! Feliz Natal!”.

Publicado por: Anonymous às dezembro 21, 2007 11:33 PM

A VIDA AOS ALTOS E BAIXOS VS. SERENIDADE E RECUPERAÇÃO

...
Imagina um gráfico aos altos e baixos. Com picos em vez de curvas. O picos para cima são os da alegria, mas esta alegria tem muito a ver com excitação mental (embora na altura não percebesse isso e pensasse q era mesmo alegria). Depois cai abruptamente para baixo (tristeza, ansiedade, ... e volta abruptamente para cima. E assim é um dia, uma semana, um mês ... uma vida aos altos e baixos.

É que há medida que vamos avançando começamos a traçar o nosso gráfico, com picos cada vez mais baixos, cada vez mais perto do eixo horizontal. E mais tarde essa linha torna-se arredondada curvando levemente para cima e para baixo esse eixo horizontal. Aqui estamos a viver em serenidade! Mas quando pensamos em eliminar os altos e baixos dos picos e viver num plano cada vez mais linear, surge logo a pergunta: “então se também não estou nos picos de cima que graça é que isso tem?”

Tem imensa graça! É que esta linha arredondada que é a Serenidade é acompanhada por imensa paz de espirito e por uma grande felicidade que vem do nosso interior. Esta felicidade não tem nada a ver com a excitação dos picos. É algo muito maior e mais profundo. Já não precisamos de acontecimentos externos ou de outras pessoas para estarmos felizes (excitadas) mas sim de olhar para este nosso centro interior que tem muito mais para nos dar do que aquilo que alguma vez sonhámos.

Então o nosso gráfico a duas dimensões, ganha uma nova dimensão. Esta linha quase recta e com curvas suaves, que antes estava no nível zero do nosso gráfico, começa a crescer numa 3ª dimensão e pode tornar-se cada vez mas alta e maior. Eu imagino que o gráfico dos picos tomba, e se transforma num chão com os altos e baixos desenhados. Afastando-se de nós está o meio do gráfico, o “zero”, que divide este chão ao meio por uma linha, um murinho, que vai crescendo em altura e ficando cada vez mais e mais alto. Começamos a viver nesta outra dimensão, completamente nova para nós. Onde antes estava o “zero” (vazio? Nada?) esta linha cresce nesta nova dimensão e a nossa paz de espirito e felicidade aumentam cada vez mais. Já não é preciso nada de fora para a sentirmos. Aceitamos as coisas e as pessoas como são. Sentimo-nos felizes com o que acontece, seja o que for. Aproveitamos o bom e aprendemos com mau. Tornamo-nos mais suaves para nós e para os outros. Resumindo estamos em Paz e não precisamos de mais nada!

(nota: não quer dizer que não tentamos mudar as situações ou que aceitemos tudo sem fazer nada. Apenas que as resolvemos assertivamente e já não lutamos com elas. Quando um problema aparece simplesmente o resolvemos mantendo a nossa paz mental).

Mas isto é difícil de entender. É quase como explicar a um cego como é uma paisagem. Às vezes temos vislumbres disto. Relâmpagos que passam rápido no céu da nossa mente. Tentamos repetir mas não conseguimos. Isto é um processo. Demora tempo. Muito mais do que eu desejaria! Mas caminhando, um dia de cada vez, sem desistir, sei que podemos chegar lá.

Publicado por: Anonymous às dezembro 27, 2007 10:25 AM

“Qual a percentagem de pessoas que se mantém em recuperação e não recaem nas reuniões Anónimas?”

Não te sei dizer um número exacto. Mas posso dizer-te que há “ir às reuniões” e há “estar em recuperação”, que são coisas muito diferentes. Há muitas pessoas que vão regularmente às reuniões mas não estão em recuperação. São pessoas que até podem estar abstinentes (do álcool, drogas ou comportamento compulsivo) mas não seguem os passos, não os praticam no dia a dia. Vão ás reuniões, desabafam, tentam evitar o que lhes causa maior dano, mas não tentam evoluir. Essas pessoas não estão em recuperação e podem recair mais facilmente.
As pessoas que estão em recuperação, são pessoas que (com alguma experiência de reuniões) se reconhecem. Parece que brilham, sobressaem na sala mesmo sem quererem e estando caladas. A recuperação não é uma linha recta, onde se está ou não se está. É um processo, um caminho, onde se vai avançando, normalmente aos solavancos. Muitas vez com avanços e recuos. Muitas vezes com recaídas. Posso dizer-te da minha experiência que já estive muito mais em recuperação do que actualmente, porque todo o processo de deixar de fumar para mim foi um grande e durador abalo. Estar em recuperação é um trabalho de todos os dias, para todos os dias. É como uma montanha que vamos subindo, com alguns tombos no caminho. Mas cada vez que estamos mais alto os tombos são menores e a nossa capacidade para superar as coisas e de nos levantarmos é maior. Mas se nos esquecermos do nosso “trabalho de casa” por muito tempo é possível que, sem darmos por isso, comecemos a descer a montanha e a deixar de estar em recuperação. Vemos isto acontecer com uma certa regularidade quando a pessoa começa a ficar melhor e a pensar “agora já estou bem, já não preciso disto”.

A percentagem de pessoas em recuperação não sei. Na reunião que eu frequentava havia várias pessoas. A maior parte em recuperação. Outras não. Passados alguns anos estão lá as mesmas pessoas. As que estavam em recuperação continuam em recuperação. As outras continuam a não estar.
O que te posso garantir é que estar em recuperação só depende da nossa boa vontade para praticar os passos e po-los em prática no nosso dia-a-dia. E basta a boa vontade e o desejo sincero de o fazer, pq com isso as mudanças simplesmente começam a acontecer.

Publicado por: Anonymous às janeiro 8, 2008 10:57 AM

Hoje aconteceu algo muito especial.

Sempre tive medo do casamento. Associava o casamento às horríveis discussões dos meus pais. Era algo a evitar a todo o custo.

Estava com o meu namorado na cozinha. Tínhamos que cozinhar num instante para ele ir trabalhar.

De repente um mau sentimento. Péssimo! Mas pela primeira vez percebi o que era. O “monstro dos namoros”. Era aquele medo de estar casada!!! Aquela situação tão familiar a um casal assustou-me e trouxe todo o medo do casamento à tona. Sentia-me angustiada mas pela primeira vez percebi o que se estava a passar.

Se fosse antes, nem sequer perceberia o que estava a acontecer e de que estava com medo. Ficaria aborrecida, irritada, zangada ou qq outra coisa. Provavelmente criaria uma cena em que pensaria que por algum motivo o culpado de eu me sentir mal era ele. Estaria pronta para uma birra ou uma discussão. Assim manteria o ambiente familiar activo ... e as discussões continuariam ...

Pelo contrário. Afastei-me. Controlei-me. Ele percebeu. Contei-lhe o que se estava a passar. Ficámos bem. E mais uma etapa foi superada :o)

Uma MADA em recuperação

Publicado por: Anonymous às fevereiro 23, 2008 11:09 PM

Das esperiências que tenho tido, penso que cada uma delas me trouxe algo de novo, conhecimento, sentimento, partilha, sofrimento, etecete. Tenho chegado à conclusão que com o passar dos anos as situações adquirem outra cor. Os momentos de turbilhão passam mais rápido, talvez por ter percebido que o mais importante é estar bem comigo, e se não estou bem com alguem a situação não é para mim. Ora penso, que alem de viver o momento é necessario perspectivar a coisa a médio prazo, isto faz de nós um vulção em erupção?, ou pelo contrario? um vulção quando deve ser um vulção, mas num meio sereno, de um rio não poluido, de um som interno de harmonia. e vulção só mesmo as vezes.( Adrenalina, umas discusões abertas e criticas construtivas, e assim umas coisas, ás vezes é preciso, mas..sempre algo em erupção no sentido positivo!, gostei de ter descoberto este Blog, gosto de ler o que escrevem.Obrigado!.

Publicado por: Anonymous às abril 23, 2008 11:01 AM

Encontrei este blog por acaso. Me identifiquei com a maioria dos depoimentos, sou uma mulher que ama demais. Mas estou procurando arduamente recuperação. Não sei o que farei com o meu relacionamento, já que não procuro mais consertá-lo, modificar meu namorado, mas procuro insistentemente modificar a minha visão das coisas, a minha mania de julgar as pessoas, a minha mania de tentar controlar tudo ao meu redor, de estar no controle da situação. Agora sinto que preciso de liberdade para exercitar essa capacidade de ser egoísta; não sei se devo incluir a minha relação na vida que quero pra mim, porque este relacionamento faz parte de toda a tortura que instaurei para mim, tortura que não quero nunca mais. Resta saber se me modificando, ainda sentirei amor por ele, vontade de ficar com ele (sem as brigas, angústias, dúvidas e lágrimas)...se, ao desistir de ser a fraca que vive a vida do namorado, posso modificar a maneira como me relaciono com ele. E viver um dia de cada vez.

Publicado por: Lila às abril 23, 2008 11:08 AM

sou do brasil, e estava procurando informações so-
bre pessoas que amam demais e sou uma dessas pessoas, realmente procuro ajuda, nao sei o que fazer, estou a aprender, pois li um blog anterior
e fiquei um pouco aliviado, mas eh muito dificil
msm. mas tenho que ter fe que vou conseguir, mas
precisamos de alguem pra nos ajudar.
obrigado pelo espaço, boa sorte a todos.

Publicado por: claudio a.t.aquino às junho 17, 2008 08:04 PM

"Quando as pessoas estão realmente tentando mudar, elas não falam muito sobre isso. Estão muito ocupadas fazendo isso".

Do livro MEDITAÇÕES DIÁRIAS PARA MULHERES QUE AMAM DEMAIS, de Robin Norwood.

Publicado por: Anonymous às julho 6, 2008 08:50 PM

Encontrei este blog por acaso. Me identifiquei com a maioria dos depoimentos, sou uma mulher que ama demais. Mas estou procurando arduamente recuperação. Não sei o que farei com o meu relacionamento, já que não procuro mais consertá-lo, modificar meu namorado, mas procuro insistentemente modificar a minha visão das coisas, a minha mania de julgar as pessoas, a minha mania de tentar controlar tudo ao meu redor, de estar no controle da situação. Agora sinto que preciso de liberdade para exercitar essa capacidade de ser egoísta; não sei se devo incluir a minha relação na vida que quero pra mim, porque este relacionamento faz parte de toda a tortura que instaurei para mim, tortura que não quero nunca mais. Resta saber se me modificando, ainda sentirei amor por ele, vontade de ficar com ele (sem as brigas, angústias, dúvidas e lágrimas)...se, ao desistir de ser a fraca que vive a vida do namorado, posso modificar a maneira como me relaciono com ele. E viver um dia de cada vez.

Publicado por: Lila às julho 6, 2008 09:07 PM

OLá queridos amigos
Estou mais calma, mais centrada em minhas atitudes, ainda estou casada com ele, mas agora mais dona de mim e das minhas vontades de vez em quando sinto algo ruim ,mas logo passa. Estou passando por um processo de me acitar e de gostar mais de mim, já não fico taõ pirada e neurótica como antes tudo está caminhando bem.
abraços
Hosana

Publicado por: Hosana às agosto 28, 2008 07:39 PM

Estou orgulhosa, cortei c os abutres. Agora já n sou escolhida,escolho. Cortei com quem não tem nada para dar.Estou bem, às x ainda me apetece telefonar ao w, mas para quê? para me humilhar? mereço receber o que dou!

Publicado por: mimi às agosto 28, 2008 08:02 PM

antes, eu era uma mulher muito triste, hoje eu acho graca do nada. as pessoas me perguntam o eu fiz, pra esta assim. eu respondo que descobri que sou feliz, e gosto de esta comigo. mais digo tambem que nao foi facil chegar aonde estou, pois descobri tambem que tenho que alimentar minha mente diariamente com bons pensamentos. e que isso nao é facil pois quando nao estamos acostumados a isso queremos desistir logo nos primeiros dias que comecamos. a agir diferente e forca a mente para pensar diferente tambem. é muito dificil, pois sentir muito vondade de abandonar tudo. mais vi que a vida é mais que dois. e que tem um horizonte muito lindo pra viver. sabendo disso, nao quero nunca mais cair na armadilha de amar demais ninguem. quero sim me amar muito mais muito mesmo, a vezes me pergunto porque minha mente vivia tampada? porque so agora descobri tudo isso? gracas a DEUS eu dou que pelo menos descobri. porque eu sei que tem gente que morre e nunca consegui descobri esta alegria de viver. hoje posso dizer sou feliz. mais sei que tenho que esta em vigilia, pois isso é um processo por toda a minha vida. estou torcendo por todas, que esta em estado de recuperancao, e digo continue, tudo vai da certo depois, da nevada vem o sol acreditem.

Publicado por: Marilena às agosto 28, 2008 08:07 PM

quero falar un pouco mais de minha recuperacao. nao esta sendo facil, pois vivi toda a minha vida aprocura de alguem que podesse me amar. mais nunca encontrei, porque era eu que sempre procura os homens e nao eles a mim. nao podia receber un elogio que eu ja queria a pessoa pra mim. por causa disso nunca amei e nunca fui amada. so sofri, e chorei muito. hoje ninguem mais me conheci pois tenho tentado mudar cada dia. me sinto de ferente, os homens bons trabalhador que si aproxima de mim, me sinto como si eu tivesse un grande muro entre nos dois, nao sinto absolutamente nada. ai nao aceito ficar com neum. estou so no momento, porque sei que ainda nao estou totalmente recuperada. mais continuarei fazendo minhas meditacoes matinas, rumo a minha evolucao. pois ja sei que pra mim chegar onde desejo, tenho que passar por tudo isso, pois nao é facil, mesmo pra lidar com estranhos, fica un pouco dificil devido as minhas maus habitudes de antes. mas de vagar chego la

Publicado por: marilena às agosto 29, 2008 11:40 PM

ola a todos.Estou começando agora minha recuperaçao,isto é,menos de um mes,e digo que nao esta sendo nada facil.Sei que seria o melhor,mas por outras razoes nao cosigo cortar por completo minha relaçao com meu-ex.Comecei agora a tentar deixar de achar que era ele quem deveria mudar pra ver que quem tem que mudar sou eu.Estou ansiosa pra ver o sol.

Publicado por: Milene às outubro 26, 2008 09:01 PM

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