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junho 20, 2006
Vergonha. Culpa. Medo
Publicado por marmad5 às junho 20, 2006 09:01 PM
Comentários
As coisas que eu já fiz em nome do amor! enchem-me de vergonha. Peço para que me possa aceitar e não as repetir
DE ACC: anônimo
DATA: 21/1/2005 19:43:53
Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 09:01 PM
Viver sem vergonhas foi sem dúvida um dos grandes benefícios de entrar em recuperação. O medo de que os outros percebessem o que se estava a passar, a vergonha que tinha das coisas que aturava ou que fazia, a culpa misturada com raiva, todos estes sentimentos misturados de uma forma imperceptível faziam com que me fechasse do mundo, não falasse com as pessoas, não me abrisse com ninguém, que tivesse vergonha que as pessoas pudessem perceber. Agora quero a minha vida como um livro aberto, não quero ter mais nada a esconder, dos outros ou principalmente de mim. E percebi que a única maneira de estar na vida totalmente à vontade é não ter nada a esconder para poder encarar os outros de frente. Isto acabou por afectar a minha vida em todas as áreas e tornei-me uma pessoa muito mais correcta nas várias pequenas coisas do dia a dia. Por exemplo, se um empregado me dá troco a mais e noto eu devolvo-lho. Aquelas mentiritas que dizia por simpatia social evito-as ao máximo. E assim, mudaram tantos pormenores que antes eram automáticos e nem tinha reparado. Hoje tenho orgulho em mim e como não tenho mais nada a esconder isso dá-me força para encarar o mundo de frente, de costas direitas e ombros abertos, olhos nos olhos como quem diz “Estou aqui. Anda cá.” E esta sensação de liberdade é maravilhosa !
DE ACC: anônimo
DATA: 6/3/2005
Publicado por: Anonymous às junho 20, 2006 09:01 PM
Houve uma altura que em que eu vivia com vergonha até de ir à rua e dos vizinhos que ouviam as discussões. Hoje sei que se em cada momento fizer o melhor que sei e sou capaz não preciso de me envergonhar de nada. Esforço-me para ser o melhor que consigo e quero que a minha vida seja um livro aberto. Sei que isso só depende de mim.
Publicado por: Madalena às junho 21, 2006 02:21 PM
O QUE EU FARIA SE NÃO TIVESSE MEDO?
Teria uma relação aberta baseada na honestidade. Falaria dos meus sentimentos e emoções sem receio e livremente e isso dar-me-ia a sensação de ser amada e compreendida. Deixava de me esconder atrás de máscaras e de embirrar por motivos falsos. Passava a ser espontânea e isso com certeza seria maravilhoso!
DE ACC: Maria M
DATA: 26/6/2005
Publicado por: Anonymous às julho 15, 2006 01:17 AM
Se eu não tivesse medo dizia o que sinto quando as coisas não me agradam sem ter medo de perder o meu papel de menina bonita
Publicado por: Anonymous às julho 15, 2006 01:32 AM
CULPA
Às vezes tenho a sensação que irrito as pessoas. Não sei porquê. Parece-me que não estou a dizer nada de especial. Ou estarei? Será o modo como o digo?
Às vezes parece-me que estou a ficar maluca. Sou eu que irrito as pessoas ou será que ando com pessoas muito irritáveis?
Ainda bem que escrevi isto. Acabei de perceber que estas pessoas que me parece que irrito são pessoas que realmente são muito irritáveis, que estão em guerra aberta com o mundo e até são bem menos irritáveis comigo do que com as outras pessoas em geral.
Mas na minha co-depência logo penso que sou EU que as irrito!
A minha co-dependência expressa-se muitas vezes assim. Considero-me que fiz algo mal feito por causa das atitudes dos outros e sinto-me culpada.
Tenho que ter cuidado e manter-me atenta a esta característica que erradamente me faz sentir culpada de coisas de que não tenho qualquer culpa.
Neste caso talvez a única coisa de que tenha culpa (e lá estou eu com esta palavra. Mas porque é que não escolho responsabilidade?) é dos amigos de quem escolho rodear-me ...
Publicado por: Anonymous às agosto 14, 2006 09:47 PM
Às vezes dou comigo com medo do meu coordenador. Faço algo errado e fico logo assustada com medo do raspanete que ele me vai dar.
Mas pergunto-me afinal com esta idade estou com medo do quê?
De uma pessoa que fala com modos bruscos?
Sim. Estou medo de uma pessoa que fala bruscamente e que por isso me faz sentir uma criança assustada.
É ridículo. Totalmente ridículo. Com esta idade estou com medo do papão!
Deixei-me intimidar durante algum tempo, mas já tomei consciência disso. Agora estou a tentar interiorizar que ele fala como fala porque é o seu feitio e que Eu não tenho que ficar assustada ou com medo dele. Sou uma pessoa competente e não tenho que me sentir diminuída nem desprezada pelo modo como algumas pessoas menos simpáticas falam comigo.
Publicado por: Anonymous às setembro 2, 2006 08:58 PM
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A indecisão é como um enteado; se ele não lava as mãos, é chamado de "sujo"; se ele lava, está desperdiçando água.
Provérbio Madagascão
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A indecisão tem sua origem no medo de fazer errado - com consequências terríveis. Oh Deus! Eu preciso fazer a escolha certa.
Mas 'qual' é a escolha certa?
Estou tão acostumada a controlar que esqueci que entreguei o controle de minha vida a Deus; que minha regra é tentar saber qual a vontade de Deus para mim e cumpri-la. Para não deixar a indecisão me colocar em pânico, continuo repetindo: "Seja feita a Sua vontade, não a minha". Meu fardo é sempre aliviado. Sinto-me mais leve. Percebo que a vontade de Deus para mim não é que eu faça a escolha "certa", mas que me sinta livre para cometer erros; estar sadia.
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Para Hoje: Começando neste exato momento, entrego minha vontade e minha vida ao meu Poder Superior.
Publicado por: Literatura MADA às setembro 3, 2006 10:46 AM
Às vezes não consigo tomar uma decisão. Parece que nenhuma das soluções é boa. Vacilo entre soluções diferentes sem me decidir. Quando entrego a decisão ao Poder Superior é como se me depreendesse dela e isso liberta-me de toda a ansiedade que ter que decidir acarreta. Livre da ansiedade e sem pressa de decidir, acabo por chegar a uma conclusão racional e da qual já não tenho dúvidas que é correcta. Entregar o problema e saber que não tenho que decidir já ajuda-me a largar o problema e a tomar as decisões quando já estou com a cabeça fria e capaz de raciocinar. Normalmente já nem preciso de decidir nada, visto que a resposta vai chegando calmamente, devagar, até se tornar uma firme decisão e certeza do que para mim é certo. Porque as respostas estão dentro de nós. Só temos que arranjar espaço para as conseguir ouvir.
Publicado por: Maldalena às setembro 3, 2006 11:00 AM
O medo impede-me de tentar entrar em contato com os outros. Existe sempre o perigo de ser rejeitada e, até que esse perigo tenha acabado, não posso arriscar. É fácil pensar que o mundo me rejeitou; mas, olhando para minha experiência passada com a honestidade que este programa ensina, vejo que é o contrário: sou eu quem faz a rejeição, de forma sutil, certamente, mas, não obstante, rejeição. Minha doença é a doença do
isolamento e intimidade é o risco mais temido.
Hoje, com o apoio de minhas amigas MADAs, não preciso garantias de que serei sempre aceita a cada vez que me aproximar de alguém. Simplesmente vou em frente, e o faço.
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Para Hoje: Estou pronta para caminhar em direção ao mundo, para arriscar tornar-me parte dele.
Publicado por: Literatura MADA às outubro 1, 2006 12:03 AM
Eu estava satisfeito por ser capaz de responder rapidamente, e foi o que fiz. Eu disse; " Não sei." Mark Twain
**************************************************Como é gratificante não ter medo de dizer "eu não sei". Um homem confidenciou que seu medo de admitir a ignorância era tão grande que ele inventava "fatos" para apoiar sua posição em uma discussão.
Ocorre às vezes que, quando crianças, fomos repreendidos por professores ou pais por não termos dado uma resposta correta, o que talvez nos fez tomar a resolução de nunca mais admitir nossa ignorância outra vez. Mas, não mais precisamos agir de acordo com essa resolução; podemos varrer isso junto com os outros "lixos" que descartamos quando fazemos o inventário.
**************************************************Para Hoje: O reconhecimento das próprias limitações é uma marca de inteligência, e não de ignorância. Se não sei a resposta, não tenho medo de dizê-lo.
Publicado por: Literatura MADA às novembro 13, 2006 09:15 PM
"Se você já ficou obcecada por um homem, você deve ter suspeitado que a essência daquela obsessão não era amor, e sim medo. Nós que amamos
obsessivamente somos cheias de medo - medo de estarmos sozinhas, medo de não termos valor nem merecermos amor, medo de sermos ignoradas,
abandonadas ou destruídas. Damos nosso amor na esperança de que o homem por quem estamos obcecadas cuide de nossos medos. Ao invés disso, os medos - e nossas obsessões - aprofundam-se, até que dar amor para recebê-lo de volta torna-se uma força propulsora em nossas vidas. E
porque nossa estratégia não surte efeito, esforçamo-nos e amamos ainda mais. Amamos demais."
do livro MULHERESQUE AMAM DEMAIS - Robin Norwood
Publicado por: Anonymous às dezembro 26, 2006 11:25 AM
gostaria de alguma palavra amiga para tirar essa paranoia da minha cabeca e tenho certeza que meu marido mim ama nao sei porque eu penso ao contrario sempre...
Publicado por: andreia às janeiro 1, 2007 06:47 PM
Às vezes noto que sou muito exigente comigo. Em vez de me felicitar pelas inúmeras mudanças de atitude e de comportamento que tenho tido, sou capaz de valorizar mais “aquela vez” em que não consegui aplicar o novo comportamento e voltei a repetir um dos antigos comportamentos que queria largar.
É óptimo estar atenta. Poder ver e detectar o que ando a fazer. Mas esta exigência é excessiva. Tenho que aceitar o facto: se falhei, falhei. Não faz mal. Umas vezes consigo outras não. Com o tempo cada vez conseguirei mais. O perfeccionismo faz-me sentir culpada e isso não me ajuda em nada. Pelo contrário torna-me deprimida ou oprimida (se ainda exigir mais a mim própria). Em vez disso, quero dar importância aos meus pequenos feitos, às minhas pequenas mudanças. E se lhes der importância vejo que na realidade não são assim tão pequenas nem poucas ...
Publicado por: Anonymous às janeiro 23, 2007 07:20 PM
O medo, a culpa, a vergonha.... tudo parece tão misturado!
Tenho medo de me separar, mas ao mesmo tempo tenho medo de ficar com ele.
Tenho medo das agressões, que parecem cada vez mais constantes, sempre que discutimos.
Tenho meedo do meu futuro e de nunca mais encontrar ninguém.
Sinto culpa por ter dado errado, por ter errado tanto, por te-lo feito deixar de me amar.
Sinto vergonha das pessoas, dos vizinhos, porque até polícia já apareceu, da família, dos amigos e até dele mesmo por aceitar tudo que me faz e continuar com ele.
Parece que não tenho mais vida própria, nem personalidade, nem vontade e que posso aguentar qualquer coisa, mesmo a pior, com a maior naturalidade do mundo.
Perdi, completamente, a noção do limite, da razão e do aceitável.
Publicado por: Paola às março 30, 2007 07:13 PM
As fundações que temos de escavar e encontrar, assim como o Reino dos Céus, estão em nosso interior, e não no exterior.
Samuel Butler
***
Meus recursos estão em meu interior. Se ficar quieta e não entrar em pânico, eles virão a mim. Se o terror atacar, posso conviver com ele, continuando o que estiver fazendo. Não tenho de agir conforme cada pensamento; os sentimentos não precisam me paralisar. Cada vez que faço aquilo que preciso, fico mais forte. Quando me vejo frente a indecisão, peço a Deus por um
pensamento intuitivo, por uma direção. É inspirador perceber que, exceto a natureza, tudo que é belo e bom neste mundo adveio de invenções e descobertas humanas. Quais as soluções que estão em meu interior?
***
Para Hoje: Para encontrar minhas próprias forças, ponho de lado idéias rígidas e preconceitos que limitam meu pensamento.
Publicado por: Anonymous às maio 10, 2007 11:12 AM
Ganhar sem correr riscos é triunfar sem glórias. / Pierre Cornelli
Nunca arriscar é nunca crescer para além do medo, nunca livrar-me dele. Explorar uma caverna, confrontar um amigo, discar um número de telefone, pedir um aumento, mudar de emprego ou apenas dizer não, cada um desses pode ser um ato de heroísmo, um salto para liberdade. Fazer aquilo que os outros querem, para que eles me amem, é permanecer na segurança. Usar a imaginação nas diversas situações da vida é um ato de coragem. Não é fácil arriscar-me a falhar, sobre os olhos dos que se acomodam com orgulho afectado às margens da vida. Ser considerada tola ou insana poderia começar uma avalanche de auto crítica negativa. Mas, à medida que cresço, torno-me mais disposta a aventurar-me para fora do meu casulo.
Para Hoje: Tenho a força para ultrapassar os meus medos e tentar uma nova forma de viver.
Publicado por: Anonymous às junho 21, 2007 10:11 PM
sei como é dificil amar demais. pois isso tenho sempre oucorrido comigo. mesmo sabendo que a pessoa nao me ama mesmo assim sinto uma grande nessecidade de esta ao seu lado. e sinto muita raiva por isso. queria ser diferente. quando penso que tudo vai ser diferente a cabo cometendo o mesmo erro.
Publicado por: marilena às outubro 18, 2007 06:19 PM
CULPA E ARREPENDIMENTO
Se gerarmos arrependimento logo a seguir a cometer uma acção negativa, isso impede que a acção de cresça ou conitnue e enfraquece a possibilidade de efectuarmos novas acções semelhantes.
Arrependimento é o desejo de não ter cometido determinadas acções por ver as suas consequências: “quem me dera não ter feito isto”. Só me posso arrepender de algo que aceito que fiz. Quando vejo que as acções negativas que cometi me estão a causar sofrimento agora ou no futuro desejo fazer algo para as reparar.
O arrependimento é diferente da culpa. Sentirmo-nos culpados não nos ajuda. A culpa paralisa-nos. Normalmente com culpa identificamo-nos com a pessoa que fez essa acção “eu fiz isto, eu sou assim, eu sou mau”. Mas nós não somos assim. Mas sentimos que somos e que devemos ser penalizados. E ao sentir que sou essa pessoa tenho tendência a repetir os mesmos actos.
Por exemplo, bebi um copo de água e depois disseram-me que tinha veneno. Com arrependimento vou pensar “o que é que posso fazer agora?” e actuo para reparar os danos. Com culpa ficaria imobilizada a pensar "ai fiz isto, e gora ... coitadinha de mim...", sem reacção para reparar os danos.
Com o arrependimento desidentifico-me de pessoa que cometeu os actos e por isso posso evitar repeti-los.
Publicado por: Anonymous às outubro 18, 2007 11:26 PM
Infelizmente cometo erros um atrás do outro, mas estes erros sempre me levam a descobrir algum erro que acontece no relacionamento, chego a pensar que eles deveriam mesmo ter acontecido para que eu visse o que não consigo ver, pois estava cega de paixão. Não sei mais se o problema foi o exagero, não sei mais nada, o pq? Só queria que as coisas dessem certo, mas nunca dependem de mim, somente.
Publicado por: Anonymous às novembro 20, 2007 05:22 PM
eu amo demais as pessoas e acabo me decepcionando com elas.e o pior é que sempre brincam com os meu sentoimentos.e eu não posso fazer nada,esquecer é impossível esquecer quem amamos,então não adianta nem mesmo eu tentar,porque eu sei q vai ser uma tentativa inutil.posso até fingir que esquecir,mais lá no fundo eu amo muito a pessoa,e não tenho como esquecer,e nem esconder o que verdadeiramente sinto dentro de mim.pois o sentimento é tão grande que transborda!
Publicado por: tatiane freitas às fevereiro 12, 2008 06:48 PM
sabe parece estranho escrever, assim para uma máquina mas não consigo mais ficar sem me espressar e ao mesmo tempo, não tenho vontade de falar o que sinto, acho que estou teimando demais em algo que já não tem mais para onde ir, esgotou, findou, se anos atraz alguem me dissece que tal situação iria acontecer eu não acreditaria pois estava certa que esse chamado "amor" era sem fim.
não sei onde eu estava quando distribuiram o bom senso.
não comprei nada de desconfiometro.
e meu pacote não dá direito a semancol.
tenho raiva de estar sempre falando a mesma coisa e não ser ouvida,e tenho vergonha de acreditar sempre, vergonha de derreter, raiva de ser tão fragil, raiva de pensar sempre primeiro nos outros, pois eu sei que ai é que está a brecha,vergonha de estar sempre lutando por algo que me foi prometido e depois esquecido, raiva de sempre desculpar, e acreditar que vai ser diferente,vergonha de não ser respeitada de não ser levada a sério, de não ser corajosa, vergonha de não ser capaz de mudar vergonha e raiva de gostar da intimidade mesmo com todas essas vergonhas e raivas que vem depois, logo depois.
vergonha de inssistir, raiva principalmente de mim mesmo por saber que toda vergonha do mundo para minha covardia é pouco.
Publicado por: mari às junho 15, 2008 08:38 AM
Antigamente sentia tanta vergonha das coisas que fazia …
Quando vivi com ex até tinha vergonha de ir á reunião. Havia discussões aos gritos e achava q toda a gente sabe de onde vinham. Depois ele bêbado e cheio de dividas por aí… eu fora de mim e descontrolada com a situação.
Vergonha era coisa q sentia sempre. E medo de q as pessoas soubessem o q se passava. Na rua tinha vergonha e não olhava as pessoas de frente. Acho q nessa altura, andava na rua olhando para o chão.
Mas percebi q tudo eram comportamentos “normais” considerando a nossa doença. Que os podemos ir desconstruindo e deixando de os ter. Que não tenho que ter vergonha de nada. Que fiz o melhor que podia e sabia na altura e com as condições que tinha. Fico feliz por agora poder fazer melhor. E quero cada vez fazer melhor. Esse sentido de vergonha só me serve para saber o que eu não quero, o que me faz mal e assim perceber o que evitar fazer no futuro. Nesse aspecto é óptimo.
De resto, aprendi a ter um pouco de compreensão por mim, em vez de a ter só pelos outros. Deixei as exigências de q tinha q ser perfeita e fazer as coisas bem. Isso só me stressava e não fazia as coisas melhor. Em vez disso tento rir-me ou “passar-me a mão pela cabeça” das asneiras q faço. Tomar consciência delas é muitíssimo!!!! Decidir que vou Tentar não as fazer de novo é muitíssimo!!!
Se consigo não as fazer de novo será óptimo, mas só o tempo o dirá …
Publicado por: Anonymous às setembro 22, 2008 10:16 AM
li tudo que todas escreveram e agora chegou minha vez.
também tenho medo e vergonha. também sofro por amar um homem 14 anos mais jovem que não me toca o corpo há dois anos e que ainda obtem de mim, afeto, atenção, dedicação e dinheiro.
estou no meu limite. sei que estamos a beira de um colapso grave e sério. ele não reconhece sua condição de co-dependente e coloca sobre mim toda a responsabilidade por toda essa loucura. to morrendo a cada dia. perdi a mulher que fui, vivo acuada com medo de tudo e sobretudo dele me trair com minhas amigas. coisa que ele aliás já me disse que lhe dá grande prazer. não por elas, mas pra me provar que a deslealdade é sempre maior que qualquer amizade entre mulheres.
agora ele parte pro seu proximo alvo. meu trabalho. me ameça me difamar juntos aos meus amigos profissionais revelando que há um ano tentei me matar por causa dele. é verdade. tentei sim, no dia do seu aniversário ao saber que ele estava dormindo com uma das minhas amigas que ele prometeu seduzir. tenho medo dele contar e de perder minha reputação profissional que alias é excelente.tão conceituada que foi me valendo dela que pude promover o trabalho dele no brasil inteiro e tb sustentando ele por muitos meses. não sei mais o que fazer. sei que tô doente e gostaria de me internar. pensei tambem e fazer uma carta aberta ao mundo sobre a minha condição de escrava desse homem. assumir minha insanidade e esperar pra ver o que acontece. cheguei a começar a escrever esse email hoje mas depois parei. ainda não sei o que farei. esta manhã ele viajou para lançar o resultado do trabalho que fizemos juntos na cidade de onde viemos. hoje vivemos no rio de janeiro. eu há 12 anos e ele há pouco menos de 2. ele no apto alugado em meu nome que procurei pessoalmente, apesar da minha agenda atribulada. apto que paguei o aluguel durante meses e do qual já fui expulsa inúmeras vezes.
pra estréia do trabalho que fizemos juntas na nossa cidade ele não me convidou. nem perguntou se eu queria convidar algum amigo meu de lá. nada. zero. indiferença total. antes de viajar essa manhã, me torturou ontem de noite com toda sorte de ofensas. riu e tripudiou de mim e por fim me ameaçou de me difamar. não sei o que fazer. amanhã ele está de volta e não sei o que vai acontecer. espero conseguir trabalhar pois hoje passei o dia entalada na frente do computador olhando a tela feito um zumbi e incapaz de resolver qualquer coisa que fosse. estou cheia de dívidas e ele tb. tô afundando e o dinheiro que investi nele resolveria agora boa parte dos meus problemas. ele tambem tá sem dinhheiro algum mas consegue alguma maneira de fazer orgias no motel depois de um lauto jantar japonês. pra orgia, fez questão de levar uma pessoa que eu conhecia e por quem eu nutria um certo carinho. enfim, essa é uma pequena amostra do inferno que tem sido minha vida. peço socorro pois morrer tem sido o único plano que consigo fazer pro meu futuro. passo as horas imaginando minha morte e, claro, o efeito dela sobre ele. tô gravemente doente e não sei se há tempo pra cura.
peço desculpas pelo jorro de amargura a quem por acaso ler esse meu depoimento desesperado.
boa noite a quem puder pois a minha já sei que será outra no inferno.
Publicado por: chica às dezembro 3, 2008 02:46 AM
AMO UMA PESSOA QUE NÃO MERECE MEUS SENTIMENTOS MAS ESTOU LUTANDO MUITO PARA VENCER ISSO BJS FIQUE COM DEUS
Publicado por: Patricia às abril 11, 2009 02:55 PM
eu também amo demais, e só dei conta disso porque agora choro todas as semanas e nunca estou bem com ele. não me sinto querida nem amada. ele só me faz sofrer e não tenho corajem de o deixar, penso imenso na casa que estamos a decorar juntos e no anel de noivado que ele me deu no ano passado. quero muito ser mais feliz ao lado dele, mas está cada vez mais dificil conviver com aquele feitio impossivel, que não consigo largar...
Publicado por: sandra às agosto 9, 2009 02:35 AM